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A verdade sobre a violência que Ciro quer esconder

Por Pedro Tobias e Cauê Macris 

Sabedor que como candidato a presidente do Brasil terá que responder pela selvageria sem precedentes que se instalou na segurança pública cearense no período em que seu grupo político ocupou o poder naquele estado,  Ciro Gomes, já conhecido pelos seus desequilíbrios  e rompantes violentos, mostrou que a calunia também faz parte do  seu repertório. Ele tenta ocultar o seu fracasso na área, mas não deixaremos!

 

A verdade é que Ciro faz parte do grupo político que comanda o Ceará e a sua capital há mais de uma década. O atual governador, o petista Camilo Santana, se elegeu com o apoio irrestrito da família Ferreira Gomes, após oito anos em que Cid Gomes, seu irmão,ficou à frente do poder estadual. Neste período, a segurança pública cearense virou um caos, conforme comprovado pelos números.

Sob o consórcio Gomes/PT a bela cidade de Fortaleza, antes um paraíso turístico, se tornou uma das 50 cidades mais violentas do mundo de acordo com a  lista divulgada anualmente  pela ONG mexicana Conselho Cidadão para Segurança Pública e Justiça Penal, que avalia violência em municípios com mais de 300 mil habitantes em todo planeta.

Ela também alcançou o triste título de capital mais violenta do Brasil,  com 78,1 assassinatos para cada 100 mil habitantes, segundo o mais recente Atlas da Violência divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea),  órgão do Governo Federal.

O grau de brutalidade a que o povo está submetido sem que a  família Gomes e o PT  tivessem oferecido a devida proteção às famílias cearenses atingiu níveis tão alarmantes que  a  probabilidade de  uma pessoa ser assassinada em Fortaleza, uma cidade de 2,6 milhões de habitantes,  é dez vezes maior que a deste crime acontecer na capital paulista, que tem 12 milhões de pessoas.  São Paulo fechou o ano de 2017 com uma taxa de homicídios inferior a 7 para cada 100 mil habitantes (SSP) , a menor entre todas as capitais do Brasil. Segundo a ONU, uma taxa acima de 10 por 100 mil caracteriza violência epidêmica. Com os Gomes, a epidemia chegou a oitava potência em Fortaleza.

Infelizmente não é só a capital que sofre com o fracasso das políticas públicas instaladas pelos irmãos Gomes e o PT. Em janeiro, segundo dados da própria Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social cearense, o estado que concentra algumas das maiores belezas naturais do mundo, registrou uma média absurda  de 15 mortes por dia.

A disparada da violência no Ceará ocorreu, principalmente, durante a gestão de Cid Gomes, irmão de Ciro Gomes, no governo do Estado.

Quando assumiu o governo em 2007, a taxa de homicídios era de 22 por 100 mil habitantes. Oito anos depois, em 2014, quando deixou o poder,  a taxa tinha aumentado 113% e atingido alarmantes 47 assassinatos a cada 100 mil habitantes. Os dados são públicos e foram levantados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Publica, uma das mais conceituadas organizações que atuam nesta área.

Entre todos os resultados de grande alcance social dos últimos anos em São Paulo, a redução dos homicídios a um patamar próximo de países desenvolvidos é um dos que merece maior destaque. Em 2017 o Estado fechou o ano com 7,54 mortos a cada 100 mil habitantes, o menor índice deste crime entre os estados brasileiros e taxa quase quatro vezes menor que o indicador nacional de 28,9 por 100 mil.

Como candidato à presidência da República, chega a ser risível o despreparo de  Ciro Gomes ao alegar  inadvertidamente que em São Paulo “se fraudam indicadores criminais”. Todos os especialistas da área sabem que a redução histórica do principal indicador internacional de criminalidade foi reconhecida por organismos nacionais e internacionais especializados em pesquisas sobre violência,  como a ONU, Unesco, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Ministério da Justiça, Fórum Brasileiro de Segurança Pública e Mapa da Violência.

Em um país em que se mata mais gente que em guerras como a da Síria e que tem o maior número absoluto de homicídios, este é um feito que deve ser comemorado e analisado. Assim, as políticas públicas responsáveis pelo êxito paulista poderiam ser replicadas em outras regiões, retirando o Brasil do indigno mapa das nações mais violentas do mundo. Ciro sabe que as realizações alheias são sempre de difícil digestão para quem fracassou, mas a mentira, definitivamente, não é o melhor caminho.

 

Dep. Cauê Macris é presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo

Dep. Pedro Tobias é presidente do PSDB-SP

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