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Mutirão de Saúde em Santo André acaba com até 4 anos de espera

Ao receber a tão esperada ligação, Lucia de Almeida achou que fosse até engano. “Nem acreditei que finalmente ia conseguir”. Após quase quatro anos de espera, a moradora do bairro Santa Terezinha finalmente ia passar em uma consulta com neurologista, pela rede municipal de saúde de Santo André. A aposentada de 78 anos foi encaminhada ao especialista em 2014, após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC), porém desde então, tomava o medicamento receitado no atendimento emergencial e não fazia acompanhamento do quadro. Neste sábado (8) pela manhã, graças ao mutirão Saúde Fila Zero, Lucia, acompanhada da filha, saiu da Unidade de Saúde da Família de Utinga com a medicação correta e encaminhamento para fisioterapia.

O prefeito Paulo Serra visitou as unidades onde as ações foram feitas, acompanhado da primeira-dama, Ana Carolina Serra, e da secretária de Saúde, Ana Paula Peña Dias. “Escolhemos o aniversário de Santo André para realizara a ação, para devolver a esperança no sistema de saúde da cidade para os moradores, recuperando a sua credibilidade aos poucos. São duas frentes de trabalho no programa Saúde Fila Zero, Uma é a realização desse mutirão e agora vamos começar a realização de exames em equipamentos de saúde particulares que têm débitos com a Prefeitura, por meio da compensação tributária, votada na última terça-feira (4) na Câmara. A oportunidade de resolver esse cenário e ver isso acontecendo hoje, me alegra muito”, afirmou Serra. O número de consultas agendadas para o dia girou em torno de 5.200 atendimentos.

Outros munícipes também foram surpreendidos com a ligação da Central de Regulação e Agendamento. Foi o caso do aposentado Aristídes Rodrigues, de 74 anos, que sofre poliarterite nodosa (PAN) e neuropatia desmielinizante inflamatória, doenças raras que comprometem a capacidade motora do paciente. Há quase três anos na fila de espera, o aposentado possui poucas alternativas para se tratar. Por conta do quadro complexo, muitos convênios não aprovam sua admissão, e ele por vezes teve que pagar consultas particulares e procurar atendimento até no interior do estado. “Meu pai vem piorando com o tempo, ele antes conseguia utilizar mais o andador, mas para sair de casa, precisamos utilizar a cadeira de rodas. Essa consulta nos abriu esperanças sobre o atendimento no município”, comentou o filho do paciente.

E as consultas não atendiam apenas aqueles que já tinham diagnóstico anterior. A moradora do bairro Campestre, Erzia Lacerda, tinha receio das manchas em sua pele. “Fiquei com medo de ser câncer de pele”. A aposentada viveu essa angústia por um ano e meio, tempo que ficou na fila de espera para passar com o dermatologista. Após consulta com a especialista na USF Vila Luzita, Erzia pode respirar aliviada. “A médica me tranquilizou e me passou o tratamento para que as manchas diminuam. Estou feliz porque não tenho câncer de pele, mas se fosse, com o tempo que esperei, já não tinha mais salvação”.

Entre as especialidades ofertadas nas três unidades (USF Utinga, Vila Luzita e Centro de Especialidades na Vila Vitória) estavam as com maiores filas de espera: Dermatologia com 11.731 solicitações; Neurologia adulto com 7.708; Cirurgia Vascular com 6.100; Cardiologia adulto 2.644 e Reumatologia com 3.251, sendo que no caso desta especialidade, a data mais antiga de espera era de abril de 2015. Foram realizados também exames de eletrocardiograma e doppler vascular. O mutirão foi feito das 8h às 17h.

Carreta da Mamografia – Em parceria com o Governo do Estado, o município recebeu em seu aniversário a carreta da mamografia do programa Mulheres de Peito, estacionada na Praça do Carmo, região central. O equipamento fará o atendimento durante o mês de abril, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, atendendo 50 pessoas diariamente. Aos sábados o serviço vai funcionar das 9h às 13h, com distribuição de 25 senhas. Neste sábado, em menos de uma hora, todas as senhas já tinham sido entregues.

A supervisora da unidade móvel, Roseni Noventa, explica qual o procedimento para a realização do exame. “Pacientes de 35 a 49 anos, precisam ter documento de identidade com foto, cartão do SUS e pedido médico. Acima de 50 anos, apenas documento de identidade com foto e cartão do SUS. A ação tem como alvo principalmente as mulheres onde o câncer de mama tem maior incidência, porém se algum homem tiver pedido médico, poderá também realizar a mamografia. É preciso chegar cedo para pegar senha”, explica.

Patrícia Araújo, 38 anos, aproveitou a oportunidade. Após receber indicação médica por conta de dores nas mamas e a presença de um pequeno caroço, a moradora do Centreville, já havia marcado o procedimento em clínica particular. “Ao saber que teria a carreta, vim bem cedinho e consegui fazer o exame aqui sem custo algum”, conta.

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