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Santo André e São Paulo discutem cadastro habitacional único

Com o objetivo de discutir parcerias para as políticas habitacionais nos dois municípios, o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação de Santo André, Fernando Marangoni, e o secretário de Habitação da cidade de São Paulo, Fernando Chucre, se reuniram na tarde desta segunda-feira (17), na capital. Entre os temas debatidos está a criação de um sistema entre os municípios da região metropolitana para a unificação de cadastros de pessoas com demandas habitacionais. Desta forma, cadastros repetidos entre as cidades passariam a ser eliminados, poupando tempo e verba entre as Prefeituras envolvidas.

De acordo com o secretário de Habitação de Santo André, o sistema possibilita ter a dimensão do déficit habitacional real. “Existe um fenômeno chamado conurbação, é uma malha urbana toda misturada. Às vezes você está em Santo André, já entrou em outras cidades e nem reparou, não tem divisas claras. Isso faz com que você não possa pensar os serviços públicos isoladamente. Tem pessoas que pedem casa em mais de um município e com um cadastro unificado isso não vai mais ocorrer”, disse Marangoni.

Segundo Fernando Chucre, o principal ponto positivo da reunião foi a possibilidade de se avançar na integração entre as políticas habitacionais de Santo André e São Paulo. “Estamos todos em uma região metropolitana e é muito difícil para nós fazer uma política específica para cada cidade, considerando que a população em geral reside em um lugar, mas utiliza os serviços da cidade vizinha, como é o caso de Santo André e São Paulo. Vamos realizar reuniões entre os municípios da região metropolitana e com a secretaria do Estado com a intenção de colocar um cadastro único metropolitano para evitar sobreposição e ter um número mais preciso de famílias que demandam por habitação nos municípios”, contou o secretário de Habitação da capital.

Também foi discutida no encontro a necessidade de estudos nas divisas para a criação de unidades habitacionais que possam beneficiar tanto famílias andreenses como paulistanas. Outro assunto debatido foi a remoção de famílias que moram próximo ao córrego Oratório. A secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação de Santo André encaminhou para a Prefeitura de São Paulo um relatório com os dados habitacionais das residências que rodeiam o córrego e aguarda dados da capital para que um projeto para o local possa ser traçado, em conjunto entre as duas cidades.

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