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Governador Alckmin autoriza ampliação do Canal de Nova Avanhandava

ntervenção na Hidrovia Tietê-Paraná beneficiará o escoamento de cargas por um dos principais corredores de exportação do país

O governador Geraldo Alckmin assinou nesta segunda-feira, 28, no Palácio dos Bandeirantes, a autorização para lançamento de licitação das obras de ampliação do Canal de Nova Avanhandava, no trecho paulista da Hidrovia Tietê-Paraná. A obra beneficiará o transporte de cargas do país por um dos principais corredores de exportação do Brasil, que atende diretamente os Estados de São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Paraná.

“Essa hidrovia é estratégica para o meio ambiente, porque tira caminhão da estrada e melhora a logística. Com isso, o custo de transporte chega a ser 30% mais barato. A hidrovia gera competitividade, desenvolvimento e emprego”, declarou o governador Alckmin ao ressaltar que a hidrovia sai de São Simão, em Goiás, e vem até Pederneiras, em São Paulo, sem um caminhão.

A solenidade contou com a presença dos secretários Duarte Nogueira (Logística e Transportes) e João Carlos Meirelles (Energia), além do secretário de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos de Goiás, Vilmar Rocha, que representou o governador Marconi Perillo, e o coordenador-geral da Hidrovia Paraná do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Antônio Chehin.

O edital será publicado pelo Departamento Hidroviário do Estado de São Paulo (DH), responsável pela administração da hidrovia, nesta terça-feira, 29 de março, para dar início à concorrência pública de contratação das obras.

A intervenção que será realizada no canal de navegação de Nova Avanhandava, no reservatório de Três Irmãos, proporcionará a ampliação de 2,4 metros de sua profundidade em 10 quilômetros da hidrovia. A melhoria possibilitará maior flexibilidade na operação das hidrelétricas de Três Irmãos e Ilha Solteira sem interferir na navegação, uma vez que as embarcações que navegam pela hidrovia compartilham o mesmo espaço físico das barragens das usinas hidroelétricas, construídas com o conceito de aproveitamento múltiplo das águas. Com isso, a obra será de extrema importância para o futuro do modal por contribuir para a compatibilização do uso do reservatório tanto para o transporte de cargas como para a geração de energia.

Com a abertura do edital, a expectativa é de que as obras sejam iniciadas em julho deste ano. A empresa que vencer o certame será responsável pela execução dos serviços dentro do prazo de 29 meses. A metodologia construtiva empregada será por meio de escavação submersa (derrocamento) e a seco (céu aberto).

O investimento previsto nas intervenções é de R$ 289,6 milhões, que fazem parte do Programa de Modernização da Hidrovia Tietê-Paraná. As Licenças Ambientais de Instalação e de Operação das obras já foram concedidas pela Cetesb, órgão ambiental, em 27 de janeiro deste ano.

A Hidrovia Tietê-Paraná

A Hidrovia Tietê-Paraná possui 2.400 quilômetros de extensão, sendo 1.600 quilômetros localizados no Rio Paraná, administrado pela Ahrana – Administração da Hidrovia do Paraná (ligada ao Ministério dos Transportes), e 800 quilômetros no rio Tietê, sob responsabilidade do Departamento Hidroviário do Estado de São Paulo (DH). A hidrovia integra um grande sistema de transporte multimodal, abrangendo os Estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais. Conecta áreas de produção aos portos marítimos e serve os principais centros do Mercosul.

O transporte de cargas de longo percurso na Hidrovia Tietê-Paraná foi retomado em 27 de janeiro deste ano, após permanecer interrompido por 22 meses no trecho entre o km 99,5 do reservatório de Três Irmãos e a eclusa inferior de Nova Avanhandava. A suspensão foi decorrente do baixo nível dos reservatórios de Três Irmãos e Ilha Solteira e atingiu as cargas vindas de São Simão (GO) e Três Lagoas (MS), que contemplam soja, milho, celulose e madeira. Neste período, no restante do trecho paulista da hidrovia, houve navegação de cana de açúcar e areia.

A Hidrovia Tietê-Paraná ocupa significante papel no escoamento de cargas, além de ser um dos principais corredores de exportação do país. De 2006 a 2013, a quantidade de cargas cresceu de cerca de 3,9 milhões de toneladas para 6,3 milhões de toneladas. Alguns dos principais produtos transportados são: milho, soja, óleo, madeira, carvão, cana de açúcar e adubo. Com a reativação da passagem de cargas de longo percurso, a projeção de movimentação, em 2016, é superar o montante de 6,3 milhões de toneladas de cargas registrado em 2013. Para o ano de 2017, a expectativa é de que essa quantidade suba para 7 milhões de toneladas.

Dada à importância deste modal, o Departamento Hidroviário executa o Programa de Modernização da Hidrovia Tietê-Paraná, que prevê investimentos da ordem de R$ 1,5 bilhão, conforme convênio assinado entre o Estado e o Governo Federal, em 2011. Deste montante, R$ 900 milhões são provenientes da União e R$ 600 milhões do Tesouro do Estado. O programa tem como objetivo realizar melhorias e modernização no trecho paulista da hidrovia, que permitirão a atração de cerca de 11,5 milhões de toneladas de cargas/ano.

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