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    Alertas e cobranças sobre nebulosa compra de refinaria vinham sendo feitas por tucanos

    Não é de hoje que tucanos vêm cobrando explicações sobre péssimo negócio envolvendo Pasadena.  O próprio deputadoAntonio Imbassahy (BA) é protagonista na busca por esclarecimentos da transação endossada por figurões do PT, como a própria Dilma. Correligionários da presidente vêm insistindo em defender o negócio, apesar do prejuízo bilionário ao país.

    Em 14 agosto de 2012, por exemplo, Imbassahy foi à tribuna para cobrar do governo Dilma mudança nos rumos da Petrobras, sob pena de graves prejuízos para os acionistas e para a imagem de uma empresa motivo de orgulho para os brasileiros. De acordo com o tucano, a excessiva ingerência política dos governos petistas vem colocando a estatal em situação de risco. Naquela fala, o tucano citou a transação envolvendo a refinaria.

    Em 22 de maio de 2013, parlamentares do PSDB que participaram de audiência com a presidente da Petrobras, Graça Foster, não se convenceram diante dos bons números apresentados pela executiva, menos ainda sobre a compra nos EUA. “A aquisição dessa refinaria foi inacreditável e injustificável. Algo que se caracteriza como um escândalo internacional”, afirmou o deputado na época.

     O tucano questionou Foster sobre o posicionamento do Conselho Administrativo da Petrobras à época da compra, mas não obteve resposta. “Seria desconfortável para ela dizer que a presidente do conselho, que era a presidente Dilma, foi quem negociou e aprovou algo tão lesivo aos interesses do país”, disse. Agora, vem à tona o que de fato ocorreu na reunião do conselho que decidiu pelo péssimo negócio.

    Já em 7 de agosto de 2013, ao participar de audiência pública na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle do Senado para esclarecer acusação referente à compra da refinaria de Pasadena, o ex-presidente da estatal Sérgio Gabrielli  afirmou que “a aquisição da refinaria foi um negócio normal, com preços em linha com o mercado”.  No mesmo dia Imbassahy rebateu, ao afirmar que esse não era o pensamento do Ministério Público e do TCU.

    E junho do mesmo ano, no auge das manifestações populares, PSDB, DEM e PPS divulgaram um manifesto no qual destacavam, entre outros pontos, a necessidade de se informar aos brasileiros todos os negócios feitos pela Petrobras, no Brasil e no exterior, nos últimos dez anos, esclarecendo, em especial, a participação da estatal na aquisição da refinaria de Pasadena. A oposição cobrava rigorosa investigação, definição de responsabilidades e exemplar punição dos responsáveis por este negócio lesivo aos cofres do país.