Início Notícias do PSDB “Campanhas devem ir além do Carnaval”, diz Bel Lorenzetti

“Campanhas devem ir além do Carnaval”, diz Bel Lorenzetti

A coordenadora de Formação e Cidadania do PSDB-Mulher e presidente do segmento feminino de São Paulo, Izabel Lorenzetti (PSDB-SP), classificou como fundamental as campanhas de combate ao assédio sexual. Para ela, as discussões sobre os limites entre paquera e assédio são essenciais especialmente durante o Carnaval – período em que as denúncias de violência contra a mulher aumentam consideravelmente.

“É um assunto que sempre vale a gente discutir. É preciso alertar as mulheres sobre como agir em uma situação de assédio e espero que as campanhas estimulem uma reflexão sobre a mudança de comportamento”, disse Izabel Lorenzetti.

Em 2018, duas grandes empresas vão incentivar os foliões a exercitarem o bom senso durante as festas: a ONU (Organização das Nações Unidas) Mulheres e a cerveja Skol.

Mudanças

Com a frase “respeita as mina” como mote, a campanha da ONU usa situações que poderão ocorrer na prática durante os dias de festa. “Quando a mulher diz que não quer beijar você, significa que ela não quer beijar você”, mostrou um dos inserts.

Criticada por ser sexista, a Skol mudou o discurso da marca. A cerveja agora decidiu combater o preconceito e à revisão de velhas ideias sobre etnia, gênero e sexo. O tema da campanha da empresa para este carnaval é “chegar pegando” não é a melhor opção.

Apesar de comemorar a iniciativa das empresas, Izabel Lorenzetti disse que é preciso mais do que peças publicitárias para mudar a realidade sobre o assédio.

“Às vezes você passa ao lado das frases e das propagandas sem refletir a respeito. O que para você é agressão? Aonde você foi invadida? Onde não existiu respeito com você? A linha é tênue”, orientou a tucana.

Para Izabel Lorenzetti, a discussão deve ir além do Carnaval: “É um assunto que tem que estar sempre em debate. É um processo muito longo de amadurecimento, de mudança comportamental, de trocar ideias, entender o que outro pensa. Acho perigoso levantar uma bandeira sem reflexão”.

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