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Nordeste deve ser centro de projeto para o país, diz Alckmin

Em visita a Recife neste final de semana, o governador Geraldo Alckmin afirmou  que pretende ser candidato “para mudar o Brasil e não para derrotar A ou B”. Numa extensa agenda que contemplou visita à comunidade, encontros políticos e empresariais, palestras e debate em rádio, Geraldo Alckmin reforçou que priorizará as questões hídrica, emprego e renda e segurança pública. Em todas suas explanações, o tucano reforçou a urgência de se ter um “grande projeto para o Brasil”. E, no seu entendimento, esse projeto precisa ter como centro o Nordeste.

“O Brasil é um país vocacionado para o crescimento. Vamos preparar um grande projeto para o Brasil e não existe um grande projeto sem que o Nordeste esteja no centro. E Pernambuco é uma síntese do país. Estou animado e me preparando para essa tarefa. A decisão de candidatura não será uma decisão pessoal, mas coletiva, e será tomada no momento devido. Acho que devemos estar preparado para poder trabalhar. Se meu partido aprovar, quero ser candidato não para derrotar A ou B, mas para mudar o Brasil”, frisou.

Alckmin lembrou da situação “adversa” na qual disputou a presidência, em 2006, quando enfrentou o ex-presidente Lula num contexto de reeleição do petista, e disse acreditar que hoje, o PT e suas gestões são “um desastre completo” porque deixaram um legado de 13 milhões de desempregados, 7 milhões de desalentos e 5 milhões no subemprego.

“Nunca houve na história do Brasil uma crise dessas consequências. Eu acredito que o Brasil volta a crescer porque é vocacionado para isso. Infraestrutura é prioridade absoluta. O desafio do mundo moderno é emprego e rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, saneamento básico, água e esgoto, moradia, enfim construção civil é emprego na veia”, argumentou.

JARBAS – Na agenda política que cumpriu em Pernambuco, o governador Geraldo Alckmin esteve com a ex-primeira dama Renata Campos (viúva do ex-governador Eduardo Campos) e com o deputado federal, ex-prefeito e ex-governador do estado Jarbas Vasconcelos (PMDB). O tucano frisou o enorme respeito e admiração que tem pelo peemedebista, desde os tempos em que militaram juntos na década de 60, quando o país se situava no bipartidarismo. Anunciou que, se escolhido candidato a presidente, criará um “movimento de partidos, de pessoas e de lideranças para retomar a atividade econômica do Brasil”. Acredita que o PSDB encontrará sua unidade, na convenção nacional do próximo dia 9, pois precisa marchar unido para “servir ao Brasil”.

“Precisamos unir o PSDB para servir ao Brasil. Acabei aprendendo a fazer, fui prefeito com 24 anos, aprendi com o povo, no bairro, na ponta. E fui co-piloto de um grande governador Mário Covas, engenheiro politécnico, aquela objetividade… Tive a oportunidade de ser governador três vezes, então aprendi a fazer. É possível sim, agir firmemente, e o país retomar o crescimento”.

Na palestra para empresários sobre “Gestão pública: os desafios do Brasil contemporâneo”

NORDESTE – Sobre políticas voltadas para o Nordeste, o governador Geraldo Alckmin se declarou favorável à transposição do Rio São Francisco, defendeu como “essencial” sua revitalização e ao eleger a questão hídrica como de “absoluta prioridade”, registrou a ajuda que seu governo dispensou a Pernambuco e Paraíba para que a água chegue mais rápido ao interior dos dois estados. A parceria de seu governo com Pernambuco se estende também à área da saúde. Através do Instituto Butantã, ambos estão desenvolvendo a primeira vacina tetravalente contra a dengue.

REFORMAS – No elenco dos projetos essenciais à recuperação econômica do Brasil, Geraldo Alckmin considerou vital a aprovação das reformas e destacou em especial a tributária, o que na sua avaliação “fará justiça com o Nordeste”. “Temos que simplificar esse modelo tributário e nisso vamos fazer justiça ao Nordeste. O ICMS é hoje muito na origem e o imposto de consumo tem de caminhar para a ponta. O grande beneficiado da reforma do ICMS será o Nordeste porque ele é muito populoso. Desde o tempo do Mário Covas somos favoráveis à reforma do ICMS, apesar de São Paulo perder no primeiro momento, porque embora tenha 45,5 milhões de pessoas, é um estado que mais exporta do que consome. Mas essa é uma reforma importante para o país”.

Indagado se, pensando no futuro do país, defenderá as reformas consideradas “antipáticas”, Alckmin respondeu que “é um erro subestimar a capacidade de julgamento das pessoas”. “O Mário Covas dizia que o povo erra menos do que as elites. O que ele precisa é ter mais informação. Defendo as reformas. Reforma política, alguém está satisfeito com a política de hoje? É óbvio que esse modelo está exaurido. Reforma trabalhista, o desafio do mundo é emprego. Essa reforma não tira um direito, ela diminui a informalidade e estimula a atividade empreendedora”, argumentou.

Geraldo Alckmin em visita ao parque tecnológico Porto Digital, no Recife

SEGURANÇA PÚBLICA – Uma das políticas mais exitosas de seu governo, a segurança pública pontuou todas as passagens do governador Geraldo Alckmin ao falar dos maiores desafios hoje das gestões públicas. “Em 2000, tínhamos em São Paulo 13 mil pessoas assassinadas. Reduzimos para 3.600 no ano passado e esse ano deve ser menos. Estamos com 8 homicídios para 100 mil habitantes/ano. Queria destacar a relação entre desemprego e violência. Está provado em vários estudos que a questão do desemprego piora com a violência. O Papa Paulo VI tem uma frase lapidar: ‘O desenvolvimento é o novo nome da paz’. Não há paz verdadeira onde não há emprego, renda, oportunidade. Então temos que ter uma agenda de competitividade para retomar a economia e melhorar a questão da segurança”, defendeu.

PRIVATIZAÇÕES – Diante do debate das privatizações, que retorna à pauta nacional através da Eletrobras, Gerado Alckmin  considerou que, “analisando caso a caso, “aquilo que não for tarefa essencial do Estado, o setor privado faz melhor”. E exemplificou: “Ia ser feito em São Paulo e no Rio de Janeiro o trem-bala. Não há trem, não há ferrovia, mas está lá a estatal. Foi gasto mais de um bilhão de reais. Temos 154 empresas estatais, não tem sentido. É preciso analisar caso a caso, mas o grande segredo é marco regulatório e fiscalização. O governo não tem como fazer tudo. O momento é de melhor liquidez internacional. Se você tiver segurança jurídica, bons projetos, marco regulatório e fiscalização, entendo que é importante”.

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