
A Câmara Federal aprovou ontem a criação da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, mais um órgão que terá status de ministério. Agora só falta o Senado aprovar, mas isso são favas contadas, dada a maioria tranqüila que o governo dispõe no Senado.
O Fernando Collor tinha 17 ministros, o Itamar 22, o FHC I 24, o FHC II 21, o Lula I subiu pra 34, o Lula II ampliou pra 37, e agora, com essa nova secretaria, entre ministérios e órgãos com esse status, o governo da presidente Dilma terá 39 ministros.
Pois bem, numa comparação com as 10 maiores economias do mundo, o número de ministros no Brasil só é menor que no Canadá e Índia. O primeiro escalão mais enxuto é a da Alemanha, com um gabinete de 15 ministros. Os Estados Unidos também tem 15 ministros, apesar de muitas secretarias, e etc.
Nossos 2 países mais próximos aqui na América do Sul também são mais enxutos que o Brasil. A Argentina tem 15 ministros e o Chile 22.
E daí?
Daí que esse inchaço de ministros, que evidentemente serve pra ajudar a contemplar partidos aliados, torna a gestão pública menos técnica, e portanto mais ineficiente. Pelo jeito, a “gerentona” se rendeu ao pragmatismo da realpolitik. E a máquina fica cada vez mais paquidérmica e incontrolável. Duvido que ela saiba de cor o nome, sobrenome, profissão e partido de cada um dos 39 “auxiliares diretos”. E assim caminha a gestão do PT.