Início Bancada Dias: governistas atuam como pizzaiolos

Dias: governistas atuam como pizzaiolos

Senador Alvaro Dias, líder do PSDB no Senado

Brasília –Após a leitura de requerimento, na sessão plenária desta quinta-feira (01/11), pela Mesa Diretora, solicitando a prorrogação do prazo e funcionamento da CPI que investigaria as práticas criminosas do bicheiro Carlinhos Cachoeira, o Líder do PSDB, Alvaro Dias, protestou contra o prazo estipulado para o término dos trabalhos da comissão e denunciou a tentativa dos governistas de “empurrar o lixo para baixo do tapete”. Para o Líder, o prazo de 48 dias requerido pelos governistas revela que o governo não quer apurar a realidade dos fatos, principalmente a descoberta do repasse de recursos públicos recebidos pela Delta para contas de empresas fantasmas.

“A CPI precisava de mais tempo para encontrar os responsáveis por este gigantesco desvio de dinheiro público jamais visto no País. O prazo de 48 dias representa um simulacro de prorrogação, e a verdade é que o governo não apenas está decretando o fim da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, como está empurrando o lixo para debaixo do tapete da impunidade”, afirmou o senador tucano.

Com a prorrogação, o fim das atividades da CPI coincidirá com o da sessão legislativa de 2012, em 22 de dezembro. O senador Alvaro Dias, junto com outros parlamentares de oposição, defendia um prazo maior, de 180 dias, que levaria as investigações da CPI ao próximo ano.

Para Alvaro Dias, o período solicitado pela bancada governista não representa a disposição de aprofundar investigações sobre o desvio de recursos públicos capitaneado pela Delta em conluio com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. O Líder tucano afirma que o prazo de 48 dias revela a disposição de promover uma encenação, já que este tempo não será suficiente para avançar na apuração da movimentação financeira atípica de cerca de 29 empresas laranjas que se relacionaram com o esquema corrupto Delta/Cachoeira. O senador também comparou a atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal no julgamento do mensalão com a dos parlamentares na CPI do Cachoeira. Alvaro Dias afirmou que os primeiros, pela seriedade, se tornaram ídolos da população, enquanto o segundo grupo ficou devendo no combate à corrupção.

“Ficamos devendo. Enquanto os ministros do Supremo Tribunal Federal se tornam ídolos de boa parte da população brasileira, parlamentares se tornam desavergonhados pizzaiolos ao impedir que o Congresso Nacional possa prestar esse serviço ao país, de combate à impunidade, que é a razão do estímulo à corrupção no Brasil, que tanto mal faz ao povo brasileiro. Ao final dos trabalhos, teremos um relatório chapa-branca, que esconderá os fatos deste monumental esquema de corrupção”, concluiu o senador Alvaro Dias.

Assessoria de Comunicação da Liderança do PSDB no Senado