Andrea Matarazzo
Hoje, São Paulo ganha mais um grande centro cultural de arte moderna, gratuito, acessível e em localização conhecida. Atravessando a Passarela Cicillo Matarazzo, que sai do Parque Ibirapuera, do outro lado da Avenida Pedro Álvares Cabral, está o novo Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo. O antigo prédio do Detran foi restaurado e adaptado pelo governo estadual para receber obras de arte do rico acervo do museu.
A história do MAC começou em 1963, quando Francisco Matarazzo Sobrinho, o Cicillo, doou centenas de obras de sua coleção particular para a USP. Para ele, a doação cumpria dois objetivos: garantia que o acervo estaria protegido e preservado e dava a mais pessoas a oportunidade de conhecer obras importantes, entre elas, ícones da arte moderna mundial como De Chirico, Picasso, Kandinsky, Léger, Miró, Matisse, Braque, o único autorretrato de Modigliani e o Cavalo, de Marino Marini – obra que me lembro de admirar na fazenda de Cicillo e Yolanda Matarazzo, na cidade de Leme.
Hoje o acervo do MAC é um dos mais importantes de arte moderna da América Latina, com mais de 10 mil obras. Agora, no belíssimo Palácio da Agricultura, uma obra de arte e arquitetura projetada por Oscar Niemeyer, terá um lugar compatível com sua importância. Por isso, foi perfeita a ideia do então governador José Serra de levar o museu para o Palácio da Agricultura. Foram três anos de obras no antigo Detran, concluídas pelo governador Geraldo Alckmin. Um dos objetivos foi equilibrar o cuidado com a história e a arquitetura criada por Niemeyer e, ao mesmo tempo, modernizar e equipar o prédio para abrigar as obras de maneira segura. Como paulistano e hoje secretário de Cultura, sinto orgulho de, com o governador Alckmin, entregar esse presente à cidade. A abertura da nova sede do MAC é a realização de um sonho de Cicillo Matarazzo e de todos que dão valor à arte e à cultura.