O PSDB fechou acordo com outros partidos para votar na próxima semana requerimentos que convidam o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a explicar uma série de denúncias envolvendo órgãos vinculados à pasta. As proposições apresentadas pelo deputado Vaz de Lima (SP) serão apreciadas nas comissões de Fiscalização e Controle e de Finanças e Tributação, conforme informou, pelo Twitter, o líder tucano na Câmara, Bruno Araújo (PE),nesta quarta-feira (14).
Araújo afirmou que as comissões não devem se omitir em cobrar explicações de fatos ligados a agentes públicos e dinheiro do povo. “É inconcebível que o colegiado não ouça o ministro em relação a essas demandas”, disse durante reunião da CFT.
O líder criticou as manobras da base governista para impedir o comparecimento de Mantega. Vaz de Lima destacou que o titular precisa esclarecer, por exemplo, a saída do ex-presidente da Casa da Moeda Luiz Felipe Denucci após a suspeita de recebimento de propina de fornecedores da instituição por duas empresas no exterior em nome de Denucci e da filha.
Os tucanos também querem que o ministro justifique o depósito de quase R$ 1 milhão feito em 2011 numa conta bancária do ex-vice-presidente do Banco do Brasil Allan Toledo, que dirigia a área de Atacado, Negócios Internacionais e Private Banking. Toledo foi acusado de tentar desestabilizar o presidente do banco, Aldemir Bendine, e ficar com o cargo.
“Todo ministro tem que vir prestar esclarecimentos da sua pasta quando há denúncias. Isso deveria ser rotina. Os partidos de situação têm muito receio disso. Mas a oposição entende que deve abrir a oportunidade para eles explicarem seus atos e os dos seus subordinados”, ressaltou Vaz de Lima, ao lembrar que Mantega também precisa explicar o processo de aquisição do banco Panamericano pela Caixa Econômica.
O deputado Vanderlei Macris (SP) apresentou requerimento na Comissão de Fiscalização pedindo a realização de audiência pública com Sepúlveda Pertence, presidente da Comissão de Ética Pública, a respeito do funcionamento e atribuições do referido colegiado. No entanto, a proposição não foi votada na reunião desta quarta.