O deputado federal Edson Aparecido (PSDB-SP) defendeu a supressão do artigo que determina a impressão dos votos nas eleições, aprovado pela Câmara e que deve ser analisado pelo Senado nos próximos dias. “A aprovação pela Câmara da nova lei eleitoral, tem algumas modificações importantes, mas que também possui algumas falhas que precisam ser suprimidas”, avaliou o parlamentar.
O tucano ressalta que se a proposta sofrer alterações no Senado, ela deve retornar para nova votação na Câmara, inviabilizando a aprovação em tempo hábil para as eleições do ano que vem – que devem ser aprovadas até setembro. “Exigir que o voto seja impresso, caso haja a necessidade de recontagem é um retrocesso”, avaliou Edson Aparecido.
“Essa proposta vai representar apenas um gasto gigantesco aos cofres públicos”, afirmou o deputado. “Atualmente quase nenhum país do mundo usa a impressão do voto. É um retrocesso, pois nos locais onde não há uma fiscalização rigorosa, esta medida permite a marcação do voto”, lembrou.
“Além disso, o sistema eleitoral brasileiro é um dos mais avançados do mundo, o voto eletrônico é extremamente confiável. Não há a necessidade da confirmação do voto, uma vez que. o cidadão já a tem na própria urna eletrônica. Hoje temos uma forma de votação muito difícil de ser fraudada e essa inclusão do voto impresso na reforma é completamente desnecessária, é uma medida que só irá gerar mais gastos para os cofres públicos”, concluiu o deputado Edson Aparecido.


