Quando José Serra assumiu a Prefeitura de São Paulo, em 2005, o programa de recuperação de ruas e recapeamento estava parado. Uma das primeiras medidas de Serra foi investir na recuperação total da Usina de Asfalto, que estava abandonada.
Ainda no primeiro ano da gestão Serra, a Prefeitura adquiriu uma nova usina e aposentou a antiga, que funcionava desde 1959. A produtividade disparou. A produção diária, que era de 100 toneladas de asfalto, passou para duas mil toneladas por dia, um crescimento de 2.000% ou vinte vezes mais do que na gestão anterior.
O primeiro passo foi recuperar os equipamentos sucateados. O que se viu depois foi o maior programa de recapeamento da cidade de São Paulo. Desde 2005, mais de 3 mil ruas foram recapeadas. A ação da Prefeitura iniciada na gestão José Serra atingiu cerca de 2 mil km, enquanto entre 1989 e 2004 foram recapeados apenas 316 km de vias.
Outra novidade que antes não tinha era o asfalto permeável, cujo nome técnico é CPA (Camada Porosa de Atrito). Apesar de mais caro do que o convencional, a implantação tem benefícios: permeabilização (recarrega o lençol freático) e redução de ruído. Algumas experiências estão em andamento, como na USP e em calçadas de diversas regiões da cidade. No entanto, o asfalto permeável não é recomendado para vias de tráfego pesado.
No governo do Estado, Serra também se preocupou com a qualidade do asfalto das estradas de São Paulo. Foi ele quem lançou o programa Pró-Vicinais, beneficiando 443 municípios do Estado. Mais de 4.642 quilômetros de vias foram recuperados nas duas primeiras fases do programa.