A verdade anunciada
O texto publicado hoje, 25/09, na Folha de São Paulo por Clovis Rossi, fala sobre o encontro do presidente Luis Inácio Lula da Silva, que aconteceu anteontem, com o presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad.
O artigo diz que Lula fez uma ressalva ao presidente iraniano sobre o holocausto, com frases do tipo: é um erro muito grave negar o Holocausto.
E o presidente Lula ainda retrucou e voltou a falar no Holocausto.
A informação foi dada ontem aos jornalistas brasileiros que cobrem o encontro de cúpula do G20 por Marco Aurélio Garcia, o assessor diplomático de Lula.
O texto relata que o presidente Ahmadinejad respondeu que ele não nega o Holocausto, mas a utilização política dele por parte de Israel para justificar suas ações repressivas em relação aos palestinos.
A verdade de fato
O trabalho das assessorias em transformar o presidente em herói em todos os momentos, as vezes vai longe demais.
Após o encontro de Lula com Ahmadinejad, o presidente brasileiro concedeu uma entrevista e foi questionado explicitamente sobre a negação do Holocausto.
O presidente negou terfalado sobre o holocausto, conforme divulgou sua assessoria. E mais, afirmou que não é obrigado a não gostar de alguém só porque outros não gostam.
Disse que se tratava de uma relação entre estados, sugerindo que o Holocausto estava fora dessas grandezas.
Na verdade, Lula foi mais uma vez diplomático, tratou das questões de pauta e talvez nem tenha se lembrado de holocausto naquele momento.


