Editorial
É hoje, 9/12, o Dia Mundial contra a Corrupção, e no Brasil há poucas semanas presenciamos cenas criminosas de pagamentos de propina.
Sacos de dinheiro, notas na meia, nos bolsos, em todo canto. Esses fatos prejudicam e muito a imagem da classe política brasileira em todo o mundo.
Complacência do Senado e da Câmara dos Deputados frente aos indícios de crimes cometidos em massa por muitos de seus integrantes leva a perda de confiança da população nas instituições parlamentares e no processo eleitoral, o que configura uma crise institucional.
Os organismos de controle como o Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas da União podem ajudar a reverter a crise pelo cumprimento de suas funções constitucionais.
A mídia também tem cumprido um papel importante não somente denunciando a corrupção, mas fazendo um verdadeiro trabalho de detetives, desvendando esquemas ilícitos.
A pergunta que não quer calar no dia de hoje é O que fazer no Dia Mundial contra a Corrupção” O que esperar de nós como sociedade”
Não podemos nos entregar apenas à perplexidade passiva diante nos fatos. Temos que denunciar, falar sobre o assunto com nossos amigos, familiares, discutir.
Não devemos nos sentir sem opções, e sim criá-las. Temos como pesquisar os políticos envolvidos, apurar o assunto sob o foco de nosso próprio senso crítico.
Tentar não generalizar e banalizar os políticos e o sistema. A aversão à política é prejudicial para nós como indivíduos, que temos a necessidade de compartilhar ideias e ações. Uma sociedade avessa à política é uma população inteira cada vez mais a mercê de maus políticos.
O que fazer no dia de hoje e também amanhã, depois de amanhã, na semana que vem. Em minha opinião é escolher as pessoas certas para confiar, analisar a veracidade de informações e denúncias que chegam até nós, ter uma memória seletiva.
E principalmente, não perder a esperança nem se entregar à descrença em relação à política.
Veja o site que atua em pró à transparência na política:


