Início Notícias do PSDB Nem só de popularidade vive um país

Nem só de popularidade vive um país

Editorial

O Brasil está popular, vai sediar a Copa do Mundo, venceu a disputa para a realização das Olimpíadas, o presidente Lula tem viajado por diversos continentes, exercitando a diplomacia internacional. Vivemos o populismo.

Um país que realmente merece toda essa visibilidade pela capacidade, alegria e criatividade de seu povo. As belezas naturais e tropicais elevam o Brasil entre as maravilhas do planeta.

De fora está tudo muito exuberante e popular. E aqui dentro essas novidades até causam felicidade instantânea.

Mas e a saúde, moradia, emprego, a credibilidade de nossos políticos, crise no Senado, as greves, os bancos, os impostos. Isso tudo também está no pacote.

Um governo que abusa da popularidade para criar e tentar aprovar medidas impopulares como a taxação das poupanças e a retenção da restituição do imposto de renda.

O PAC empacado, o programa Minha Casa, minha vida não chega nem perto das metas estabelecidas. O Fome Zero, plataforma eleitoral do Lula, nem sei se existe mais.

Medidas como essas demonstram que o Brasil está longe de se tornar a perfeição que Lula e o PT encenam na TV, jornais e nas viagens pelo mundo.

Quais programas efetivos estão funcionando e melhorando a qualidade de vida da população”

As dezenas de reformas institucionais empacadas ficaram em segundo plano por causa da recuperação da economia. E a urgência em melhorar a Previdência e o Sistema Tributário” Sumiu da agenda do governo federal”

Eis um paradoxo. Lula é um presidente popular com aprovação de 80%. Em janeiro será lançado um filme de sua vida, com produção hollywodiana.

Um governo que não aprovou as reformas necessárias, mas que vai sediar jogos de futebol e promover diversas modalidades olímpicas. Um país que vive uma fase popular, mas 2010 é ano eleitoral e até quando durará essa euforia”

Essa reflexão não é pessimismo é medo do pão e circo é medo do Brasil ficar com a cara dos reality shows populares. Aquela fama passageira e superficial de um vencedor de Big Brother.

Descontração é bom, mas enjoa, sinto saudade da seriedade e da espontaneidade do Brasil. É difícil viver só de aparências, uma hora a casa cai, ou o país desaba em meio a sua realidade.

Artigo anteriorMilitante de Diadema
Próximo artigoA estratégia de Lula para fazer seu sucessor