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Escolha política por caças é prejudicial ao país

Tucanos defendem que decisão do governo considere dados técnicos

Parlamentares do PSDB disseram nesta quinta-feira que a escolha dos 36 novos caças que vão equipar a Força Aérea Brasília (FAB), caso ela venha a ser feita por critério unicamente político, significará prejuízo ao país e um “desrespeito e uma afronta” ao Ministério da Defesa e à Aeronáutica.

Para eles, aquisições do tipo não podem ser realizadas de forma subjetiva. “É algo de magnitude e complexidade altíssimas que não pode ser decidido com um viés simplesmente político”, disse o senador Eduardo Azeredo (MG).

A polêmica em torno da compra começou depois que o presidente Lula afirmou em setembro que havia optado pelos modelos Rafale, fabricados pela francesa Dessault. Relatório técnico da Aeronáutica publicado pelo jornal Folha de São Paulo esta semana recomenda, no entanto, a aquisição dos aparelhos Gripen NG, da sueca Saab.

Para o senador Azeredo, presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, um governo sério, antes de decidir, levaria em conta o trabalho de análise dos especialistas. “O presidente Lula tem dito que a escolha é eminentemente política. Mas devem prevalecer os critérios técnicos e financeiros na hora da compra”, disse o senador. “Os Gripen custam a metade do preço dos Rafale e têm baixo custo de operação”, lembrou o senador.

Uma “escolha política” dos novos caças também foi criticada pelo deputado Bruno Araújo (PE), membro titular da Comissão de Relações Exteriores na Câmara. Para o parlamentar tucano, uma decisão baseada nestes termos “seria compreensível” desde que considerados os estudos técnicos produzidos pela Aeronáutica.”Se o presidente Lula optar pelos caças franceses estará ignorando as reais necessidades das Forças Armadas e estará desprezando o melhor dos consultores neste caso”.

Fonte: Agência Tucana

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