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Dívida pública será herança maldita do governo Lula

O crescimento da dívida superou 7% em 2009 e a previsão é de mais aumento em 2010

A dívida pública federal já se tornou uma “herança maldita” que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixará para o Brasil, com o risco de o País ter que passar por um aperto fiscal nos próximos anos. A avaliação é de deputados tucanos.

Dados do Programa Anual de Financiamento (PAF), que é produzido pelo Tesouro Nacional, revelam que o sucessor do presidente receberá uma dívida de até R$ 1,73 trilhão, praticamente o dobro de quando Lula assumiu o governo em 2003.

A elevação prevista no documento pode variar entre de 14,3% a 16,1% em 2010. Isso enquanto as estimativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) calculadas pelo Banco Central são de 5,8%. Em 2009, a dívida pública já atingiu R$ 1,5 trilhão, o que corresponde a mais de 7% em relação a 2008.

Para o líder do PSDB na Câmara, deputado José Aníbal, é lamentável o governo não ter destinado esses recursos para investir em infraestrutura e qualidade de vida do brasileiro, mas sim com custeio. “Uma das heranças malditas do governo petista é uma irresponsabilidade fiscal. É grave a máquina pública não atender adequadamente a população”, criticou.

Aníbal destaca ainda que se esses gastos se mantiverem ao longo de mais um ano, isso será desastroso: “O aumento exagerado da dívida poderá representar conseqüencias difíceis de serem reparadas”.

Apesar de o governo não se preocupar com estas consequências imediatas da alta do débito, especialistas alertam para um momento de arrocho fiscal. Para o economista Raul Velloso, a dívida não tem efeito imediato na economia. “Mas cria a necessidade de aumentar impostos ou fazer ajuste fiscal lá na frente”, disse.

Na avaliação do deputado Luiz Carlos Hauly, o governo mente ao atribuir à crise econômica o aumento da dívida. “O que o Brasil tem é um governo displicente, que não se preocupa com contas públicas”. Ele avalia que a divida pública federal é um dos motivos do conservadorismo do Banco Central em relação aos juros. “Não existe Banco Central mais conservador e neoliberal do que o do governo Lula.”

Fonte: Agência Tucana

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