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O PNDH do silêncio!

Opinião João Gaião

Felizmente a era lulista está na reta final. Não conseguindo prorrogação do mandato nem reeleição, o presidente permite, sempre com a velha tática muito conhecida e desgastada de não saber de nada, que a democracia e o estado de direito se vejam mais uma vez na corda bamba. Alguns dos seus ministros formulam um projeto de direitos humanos ao inverso, praticamente revogando a Constituição Federal na garantia dos direitos democráticos fundamentais.

O Programa Nacional de Direitos Humanos PNDH

De inspiração bolchevique, gestado pelo Secretário Especial dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, com a colaboração do Ministro da Justiça, Tarso Genro, e do Ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, ameaça a liberdade de imprensa, protege invasores de terra, legaliza o aborto, apoia o casamento de homossexuais, impede o uso de símbolos religiosos em espaços públicos e permite a investigação de crimes cometidos por militares durante a ditadura militar sem alcançar os praticados pelos terroristas, estes mentores do próprio PNDH.

Um decreto assim assinado pelo presidente da República sem tê-lo lido e mediante o silêncio da Ministra Chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, já diz bem das reais intenções de bolchevizar a nação brasileira. A doutrina bolchevique prega a ditadura do proletariado, regime políticque não deu certo e que por isto de há muito foi abandonado pela Rússia, país central da extinta União Soviética.

Assim, no apagar das luzes do governo Lula, esses personagens querem lançar a semente da erva daninha para alinhar o país nos esquemas não menos desastrosos da pseudo revolução bolivariana, comandada pelo caudilho ditador Hugo Chaves, que caminha em direção ao socialismo defunto.

O trotskismo, que é a vertente do bolchevismo que pregava o socialismo em todos os países, era a linha desses personagens e, historicamente se sabe, que nenhuma das organizações clandestinas a que essas figuras pertenceram, almejava uma transição para democracia, senão apenas derrubar a ditadura de direita para instaurar a ditadura de esquerda. Essas pessoas estão aí nos comandos setoriais do governo ainda tentando tal bolchevização, mesmo nesse momento em que o espetáculo chega ao seu fim, quando já se começa a descer a cortina do palco.

A retirada da Justiça, da prerrogativa de expedir mandados de reintegração de posse em terras ilegalmente invadidas, fortalecendo a ação funesta politicamente planejada do Movimento dos Sem Terra MST, é o símbolo maior do ataque ao direito de propriedade, ponto fundamental da ditadura do proletariado, contido no

PNDH. O presidente nada fez, apesar de haver dito que faria algo, limitando-se exclusivamente a contrabalançar a questão dos crimes, pondo em pé de igualdade militares e terroristas.

Temos que bem pensar no futuro da Brasil. Não é bom nenhum tipo de ditadura. Veja-se como se acha a Venezuela, sofrendo o caos produzido pela ditadura chavista, não obstante o presidente Lula insistir em afirmar que lá impera democracia. A Comissão Nacional da Verdade prevista no PNDH seria salutar sim, se também viesse a investigar os meandros da condução política do país em direção de algo futuro que já morreu no passado. Com certeza, muitas máscaras cairiam e os brasileiros veriam nus os seus governantes.

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