Os conhecidos cargos de confiança deram um salto no governo Lula, passando de 18.374 para 22.897 entre 2002 e 2009. Dados do Ministério de Planejamento, revelados em reportagem de Gustavo Paul e Cristiane Jungblut do jornal O Globo, revelaram que o número de cargos de Direção e Assessoramento Superior (DAS) aumentou 24,6%.
Já as despesas com essas e outras funções gratificadas do Executivo passaram de R$ 555,6 milhões em 2002 para R$ 1,222 bilhão em 2009, um salto de 119,9%.
Esses números demonstram que o governo está gastando mais com as nomeações sem concurso, que na maioria das vezes são originadas por indicações políticas.
É com esses cargos DAS que o governo federal pode contratar técnicos qualificados de fora do serviço público e apadrinhados políticos, sem concurso. No período de sete anos, esse tipo de indicação teve um crescimento de 35%, passando de 4.189 em 2002 para 5.678 em novembro passado.


