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Governo coloca credibilidade da política externa em risco

Para Azeredo, Brasil deveria se preocupar com integração da América Latina

Sen. Eduardo Azeredo (MG)

O senador Eduardo Azeredo (MG), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, considera pretensioso da parte do governo federal achar que vai ajudar a resolver os conflitos do Oriente Médio. Para ele, por causa do de entusiasmo com o reconhecimento internacional, o Brasil iniciou uma série de trapalhadas.

A proximidade com o governo populista de Hugo Chávez, a comparação de presos políticos de Cuba a criminosos comuns brasileiros, a defesa do programa de desenvolvimento nuclear do Irã, que desafia a comunidade mundial com a criação de bomba atômica, são casos que têm colocado em xeque a credibilidade da política externa do Brasil.

É muita pretensão achar que o Brasil conseguirá resolver sozinho a questão milenar de Israel. Sozinhos não conseguiremos resolver absolutamente nada, critica o senador. Essa seqüência de ações é fruto de trapalhadas. Começa a trazer uma visão mais caricata do Brasil, lamenta.

Em entrevista ao programa Entre Aspas, da GloboNews, o embaixador Sérgio Amaral criticou a recente visita do governo brasileiro a Israel. Segundo ele, a intenção é apenas aparecer nas fotos dos jornais. Os conflitos do Oriente Médio são distantes da nossa realidade, e distantes dos nossos interesses, explica.

Amaral acredita que o país deveria voltar sua atuação para a política de integração da América do Sul, que tem caminhado no sentido da fragmentação. E, apesar de não resolver esses problemas, nós queremos resolver os problemas do Oriente Médio. Isso afeta a credibilidade da política externa, acredita.

Em protesto aos sucessivos problemas da política externa petista, Azeredo, como presidente da Comissão de Relações Exteriores, suspendeu a análise dos embaixadores da Venezuela e do Equador. Entre outros pontos, o senador quer discutir o excesso de embaixadas criadas por essa gestão. Foram criadas 35 novas representações, sendo sete no Caribe.

Queremos discutir com o ministro Celso Amorim (Relações Exteriores). Vamos exigir a participação do Senado na política externa. Isso porque o governo não pode resolver tudo sozinho, o papel do Congresso é auxiliá-lo no desenvolvimento dessa política, diz.

Fonte: Agência Tucana

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