Cooperativa é acusada de desviar recursos para caixa 2 do PT
A Justiça Federal autorizou a Polícia Federal a ter acesso à documentação bancária e fiscal da Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo) e, também, do fundo de investimento criado pela entidade. A cooperativa é acusada de desviar recursos para irrigar o “caixa dois” de campanhas do PT.
De acordo com a investigação, iniciada em 2008, o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), criado pela entidade, recebeu R$ 26 milhões de fundos de pensão estatais. A Funcef, da Caixa Econômica Federal, fez um aporte de R$ 11,2 milhões; a Petros, da Petrobras, colaborou com R$ 10 milhões; e a Previ, do Banco do Brasil; injetou R$ 5 milhões.
O acesso à documentação bancária já havia sido autorizado pelo Ministério Público de São Paulo. E, agora, o juiz Fausto Martin De Sanctis, titular da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, reforçou o pedido no último dia 9.
Para o deputado federal Gustavo Fruet (PR), líder da minoria na Câmara, a decisão reforça três pontos importantes. “Primeiro, mais uma vez a justiça faz o que o Congresso deixou de fazer. Depois, isso é importante no esclarecimento de onde está o dinheiro dos cooperados lesados. Terceiro ponto, só revela a forma sensata como o Ministério Público tem atuado”, enumera.
O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, é apontado pelo Ministério Público de São Paulo como o comandante da operação, que pode ter desviado R$ 100 milhões da cooperativa, lesando milhares de cooperados que aguardam a construção de imóveis lançados pela Bancoop.
Criado há seis anos, o FIDC foi avaliado como de baixo risco de crédito pela agência especializada em mercado financeiro Standard & Poor's. No entanto, em abril de 2008, após receber recursos dos fundos estatais, ele revelou-se um investimento de alto risco. À época, a Bancoop já estava sob suspeita.
Fonte: Agência Tucana


