Ele anunciou mudanças para inibir a corrupção e fortalecer instituições partidárias
O candidato à presidência da República pelo PSDB, José Serra, foi direto ao ponto ao falar sobre reforma política durante sabatina realizada nesta segunda-feira, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Brasília. Eleito presidente, vou tomar a frente desse processo e comandar uma reforma fatiada junto ao Congresso Nacional, afirmou, para em seguida observar que de outra forma, cria-se um monstrengo que só faz somar interesses contrários e nada anda.
O voto distrital será programado já para a eleição de 2012, nas cidades onde há segundo turno. Essa é a primeira bandeira que pretende tornar realidade, assim que ocupar o cargo presidencial: São Paulo, por exemplo, s eria dividido em 55 distritos. Isso vai reduzir o custo das campanhas a corrupção também, por consequência e fortalecer a democracia, porque o eleitor vai poder cobrar mais de perto de quem elegeu, observou.
Serra defendeu, ainda, a eliminação dos recursos de marketing nas campanhas eleitorais, ficando a TV e o rádio limitados às falas do candidato, com suas propostas para o município, estado ou o país. Esta também é uma maneira de reduzir os custos de campanha, nas quais hoje a TV é o item mais caro, além de impedir o surgimento de candidatos- iogurte, candidatos-sabonete ou candidatos-envelope fechado, como se fossem um produto novo, argumentou. Serra fez questão de ponderar que não defende o fim do horário eleitoral. Defendo que os candidatos se apresentem como são, frisou.
A importância dos debates numa eleição também foi ressaltada por Serra, que sugeriu à própria OAB que elabore uma proposta para reduzir, por exemplo, a atuação de partidos nanicos, que atuam hoje, em grande parte, como legendas de aluguel e dificultam a realização de debates pelas emissoras de televisão. Serra posicionou-se contra a reeleição e o financiamento público de campanha, mas se disse favorável à contribuição transparente para os partidos.
Agência Tucana


