Na abertura, a presidente do PSDB Mulher, Almira Garms saudou as parlamentares e lembrou que esta é uma iniciativa do partido em todo o Brasil. “Temos como meta aumentar a participação feminina na política em 50% mais um e isso nos exige conhecimento, por isso estamos aqui nesse workshop”, disse a presidente do diretório paulista. Painéis e dinâmicas devem envolver 70 parlamentares de São Paulo e do Rio de Janeiro com o propósito de aprimorar a atuação das mulheres tucanas nas câmaras municipais. O presidente do PSDB-SP, Duarte Nogueira, deu as boas vindas às vereadoras e avalizou o trabalho das lideranças femininas no partido e nos poderes. “As mulheres tucanas têm sido um exemplo de mobilização e de organização para aumentar a sua participação na política e quero dizer que estamos todos aqui, homens e mulheres, para juntos construirmos as ideias para um Estado melhor, mais justo e eficiente”, afirmou o deputado federal. Nogueira, que comandou o encontro entre deputados paulistas e tucanos na Executiva Nacional do partido, nesta quinta, na capital trouxe de lá a palavra do presidenciável Aécio Neves para as mulheres. “Aécio disse, diante das deputadas paulistas Célia Leão e Maria Lúcia Cardoso que as mulheres são as donas da casa. Isso significa que vocês têm todo o apoio dentro do PSDB”, frisou o presidente do diretório estadual, que deixou como reflexão para as vereadoras a necessidade de atuar pela função do parlamentar. “Legislador não executa obras, nosso papel é contribuir com idéias e propostas para melhorar a vida das pessoas. A confusão desses papéis, sobretudo nesse atual governo brasileiro nos colocou numa situação inadmissível, que é a de cooptação do Parlamento para os objetivos do PT”, criticou Duarte Nogueira.
Informação é estratégica
O primeiro painel do dia foi sobre a organização do mandato e o relacionamento como os outros poderes. Mediado pela vereadora de Araçatuba (SP) Tieza Lemos, com a participação da vereadora de Lins (SP), Guadalupe Boasorte, o painel também contou com a presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB/SP, Gislaine Caresia. A advogada pontuou sua fala com dados que demonstram as diferenças persistentes na ascensão feminina no Brasil. “Chefiamos 38,7% dos lares, somos responsáveis por 2,3 milhões de crianças entre 0 e 6 anos nesse País e ainda ganhamos salários 42% menores em relação aos dos homens. As mulheres negras recebem a metade desse percentual.”, revelou. O cenário se torna ainda mais passível de correção com outro dado apresentado pela representante da OAB: as mulheres brasileiras possuem mais formação do que os homens. Para ela, o grande desafio feminino é lidar com a multidisciplinaridade característica da mulher, a sua capacidade de abraçar diferentes e simultâneas tarefas e a administração do seu tempo. “Hoje tudo é relacionamento, mas temos pouco porque somos profissionais, mães, donas de casa e, muitas vezes chefiamos nossos lares”, esclareceu sobre a importância de encontrar nessa rotina o planejamento que possibilite à mulher exercer plenamente as atribuições na política. A vereadora com três mandatos na cidade de Lins, Guadalupe Boasorte disse que a identidade entre a história pessoal do político e as ideais do partido que escolhe para a construção de um mandato é decisiva. Para ela falta comunicação entre o Poder Executivo e a bancada na Câmara. “Isso deve mudar para o bem de um plano de governo”, opinou Guadalupe, que citou o governador de São Paulo. “Alckmin diz que governar é escolher prioridades. Se exercitarmos esse ensinamento teremos mais chances de acertos”, concluiu. A mediadora do painel, vereadora Tieza Lemos defendeu a informação como vantagem competitiva para as mulheres na política e no exercício de mandatos. “Está comprovado que somos mais corretas, focadas nos projetos, mas temos de estar munidas de conhecimento para fazermos a diferença nesse ambiente de maioria masculina”, recomendou.