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Oposição espera reunir 200 assinaturas na Câmara

Integrantes do PSDB e de partidos de oposição ao governo anunciaram, nesta terça-feira (1º), que esperam coletar até o final da noite 200 assinaturas de deputados federais em aprovação à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras unindo Câmara e Senado.  Tucanos e representantes de DEM, PPS, PSB e Solidariedade fizeram, no começo da tarde, uma reunião em que defenderam estratégias para arregimentar apoio em torno das investigações.

Somados PSDB, PPS, DEM, Solidariedade e PSB têm 122 deputados federais.
“A Câmara não pode se ausentar deste processo. Não podemos deixar o Senado sozinho nessa iniciativa”, declarou o líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA).
O líder da Minoria, Domingos Sávio (PSDB-MG), acrescentou que a Câmara “não pode ficar quieta” diante da série de denúncias a respeito da Petrobras divulgadas pela imprensa nos últimos dias.

O líder do DEM, Mendonça Filho (PE), reiterou que a oposição espera o apoio do chamado “blocão” – grupo de parlamentares que não votam de maneira constante nem com governo e nem com os oposicionistas – e até mesmo de deputados da base aliada para alcançar o total de assinaturas almejadas.

 CPI Mista

Na semana passada, a oposição protocolou um pedido da CPI da Petrobras no Senado, com 29 assinaturas – duas acima do quórum mínimo necessário.

Domingos Sávio explicou que a ideia de uma CPI no Senado não está abandonada, mas os oposicionistas entendem que a presença da Câmara nas investigações atrai força aos trabalhos.

A expectativa dos membros da oposição é ter o pedido da CPI mista lido em sessão do Congresso no próximo dia 15 – por ser uma ação que une as duas casas do Legislativo, é preciso um encontro conjunto para a formalização do processo.

Sávio avalia que o prazo é o ideal para que os partidos se organizem para a comissão. Imbassahy  acrescentou que a oposição ainda não estudou nomes de possíveis depoentes na CPI e nem abriu os debates sobre presidência e relatoria do colegiado. “Isso é uma discussão para depois. Temos que seguir os passos de forma linear. O de hoje é o da coleta das assinaturas”, declarou.

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