Entre os mais de 50 requerimentos apresentados na segunda-feira (2) pelo PSDB à recém-instalada CPI da Petrobras, a convocação do ex-gerente da estatal Pedro Barusco é prioridade para os tucanos, destacou o líder do partido na Câmara, Carlos Sampaio (SP). A investigadores da Polícia Federal, o ex-executivo afirmou que começou a receber suborno da empresa holandesa SBM Offshore em 1997.
De acordo com o deputado, será fundamental Barusco esclarecer que não há conexão “entre a propina recebida por ele em 97 e o esquema de corrupção desbarato pelo Ministério Público e pela Polícia Federal que foi instalado no governo do PT”. “Isso é bem diferente de um único funcionário receber propina em 97. Não é o esquema de uma organização criminosa”, comparou.
Sampaio assegurou que, caso o ex-gerente estabeleça um vínculo entre os episódios em seu depoimento aos parlamentares, a CPI ampliará o período de investigação para além dos governos Lula e Dilma Rousseff. “Se ele disser que o sistema de corrupção existia desde a época do Fernando Henrique, a apuração imediatamente retroage”, ponderou.
O líder reiterou ainda que o partido não tem qualquer receio sobre os desdobramentos da CPI. “Corrupção não tem coloração partidária. Se tiver alguém do PSDB envolvido, vai ter que responder e ser punido exemplarmente”, declarou.