Brasília (DF) – Em entrevista publicada nesta terça-feira (11) pelo jornal Valor Econômico, o prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que pretende otimizar os recursos da prefeitura de forma a aliviar o peso no bolso da população paulistana. O primeiro passo para isso será o congelamento das tarifas de transporte público e impostos municipais no primeiro ano de sua gestão. Segundo o tucano, o esforço fiscal também deverá incluir a área da saúde e da educação.
“São Paulo tem dois milhões de desempregados. É preciso ter sentimento social. Tarifa impacta no bolso do cidadão”, constatou. “Não precisa ser político para perceber que há um flagelo da população. E a situação de adicionar uma tarifa que poderia sair de R$ 3,80 para R$ 4,40 criaria uma convulsão. Eu não quero ser o agente disso. Então tem de fazer um esforço fiscal grande para economizar; fazer uma nova negociação com as concessionárias, pelo menos para 2017; e tratar de buscar recursos federais que possam complementar essa diferença”, disse.
Dória destacou que fará mudanças na gestão para melhorar a otimização dos recursos, tanto na saúde quanto na educação.
“Só a área da saúde o orçamento tem quase R$ 10 bilhões. O orçamento de 2017 não vai ter mudança, vai continuar na base de R$ 54 bilhões. A redução de recursos tem de vir acompanhada de combate ao desperdício. E onde puder proporcionar economia com investimento privado, com parcerias, isso será feito”, apontou.
Um dos grandes problemas da saúde na capital é a fila no Sistema Único de Saúde (SUS) para a marcação de exames. Ao Valor Econômico, Doria garantiu que a questão poderá ser resolvida por meio do convênio com os hospitais da rede privada, no chamado Corujão da Saúde.
“A prioridade na faixa das 20h à meia-noite será para mulheres, gestantes, idosos e pessoas com deficiência. E das 6h às 8h. No restante o horário será aberto e sempre com pré-agendas. As pessoas não vão ficar na fila para pegar senha. A fila tem quase 500 mil pessoas. É muito melhor que, mesmo vivenciando uma experiência noturna, a pessoa possa fazer um exame do que esperar 18 meses”, avaliou.
O tucano também ressaltou que sua gestão não vai tolerar a negociação de cargos em troca de apoio na Câmara Municipal. “Queremos gestores, de preferência que residam nos bairros, com ficha limpa. Aceitarei indicações livremente, sem problema. O que não aceito é partilha”, completou.
Leia AQUI a íntegra da entrevista de João Doria ao jornal Valor Econômico.