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Aloysio rebate afirmações de ex-OAS

Em nota, o ex-senador Aloysio Nunes rebateu os argumentos usados por Léo Pinheiro, ex-executivo da OAS, que o acusou de irregularidades em delação premiada. Pinheiro ficou preso de 2016 até esta semana, quando sua delação foi homologada pelo STF depois de anos de espera. Saiba o que diz Aloysio sobre o caso:

“São tempos sombrios esses em que o Judiciário homologa uma delação como essa de Léo Pinheiro, cujo teor fantasioso, no que me diz respeito, salta aos olhos de quem reflete sobre ela com o mínimo de cuidado.
É absurda e mentirosa essa tentativa de me descrever como coordenador de propina do PSDB. A OAS não precisaria pagar nada a ninguém pelo que já estava assegurado a ela, por contrato ou decisão judicial.
Propina para liberar créditos pendentes da obra na Carvalho Pinto é hipótese absurda, pois o pagamento dos créditos decorreu de decisão judicial, em processo que se arrastava há anos.
A Linha 4 do Metrô foi licitada e contratada em governo anterior ao de Serra e já havia recursos orçamentários disponíveis para sua execução, inclusive financiamento externo. Nenhum governante em sã consciência hesitaria em consentir com a continuidade de obra tão importante e de tanta visibilidade. Do mesmo modo, o túnel da Radial Leste foi contratado na gestão Marta Suplicy e inaugurado na gestão Serra. Minha única intervenção foi sugerir a homenagem ao nome do grande jornalista Odon Pereira.
Também é absurda a alegação de que a empresa teria pago propina para concluir a ponte estaiada sobre o rio Pinheiros. A obra foi contratada e estava praticamente pronta na gestão da prefeita Marta Suplicy. Não fazia sentido interromper por toda uma gestão as poucas obras complementares que faltavam, sobretudo porque havia recursos para tanto.
Léo Pinheiro relata ainda reunião, em 2007 (da qual disse não ter participado), em que eu teria pedido propina para as empresas integrantes do consórcio da Linha 4, visando ao reequilibro financeiro do contrato. Ora, esse reequilíbrio foi concedido por uma decisão de uma Corte Internacional de Arbitragem, prevista no contrato.
Para a campanha de 2010, eu não precisava de caixa 2, mas de recursos oficiais (inclusive da própria OAS), que pudessem ser objeto da prestação de contas.
A delação não se sustenta e será desmentida no processo judicial.

Aloysio Nunes Ferreira”