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Ato contra aumento do IPTU lota Câmara de SP

A bancada do PSDB na Câmara Municipal de São Paulo realizou uma manifestação na manhã desta sexta-feira (11) contra o aumento no IPTU anunciado pelo prefeito Fernando Haddad (PT). De acordo com o plano do prefeito, os valores irão subir até 45% a partir do ano que vem.

Batizada de “Malddad, mais IPTU não” – em referência ao sobrenome do prefeito – a manifestação lotou o salão nobre da Câmara Municipal e contou com a participação de oito dos nove vereadores do PSDB, além de representantes de associações e sindicatos.

Um dos organizadores do evento, o vereador Mario Covas Neto, lembrou que mesmo sem o aumento anunciado por Haddad, o IPTU da cidade de São Paulo já é o mais caro do Brasil.

“Nós pagamos R$ 441 em média. A segunda cidade é Belo Horizonte, que paga em média R$ 290. Já pagamos o mais caro e a ideia é pagarmos ainda mais”, criticou o vereador.

Andrea Matarazzo cobrou explicações sobre os critérios utilizados por Haddad para aumentar em até 45% o valor do IPTU. “Por que 45% e não 38% ou 12%? Qual o critério que eles usaram para ser 45%?”, questionou. “Enfim, tiraram os números da cartola e saem onerando a sociedade. Temos que ter uma administração mais racional e não criar tantos cargos como Haddad criou, cerca de 1.300 só neste ano”, emendou. Andrea mencionou ainda que a ex-procuradora do Estado, Luiza Eluf, que também compareceu ao ato, pretende entrar com uma ação contra o aumento.

O líder da bancada tucana, Floriano Pesaro, lembrou que a última prefeita petista na capital, Marta Suplicy (2001-2004), também fez aumentos de impostos ao governar a cidade. “Está no DNA do PT fazer esses aumentos”, afirmou.

Também presente no evento, o deputado estadual Ramalho da Construção criticou o partido do atual prefeito. “O PT tem doutorado em vender mentiras. Eles usam o dinheiro do povo para entregar aos seus comparsas. O aumento vem junto da criação de mais de 1.300 novos cargos sem concurso na Prefeitura”, disse.

Próximos passos
Foi consenso entre os presentes a necessidade de levar para a rua novos atos contra o aumento de Haddad. “Esse aumento só será revertido se houver mobilização popular. Temos que tomar as ruas e mostrar que a população da cidade não quer mais um aumento”, disse Mario Covas.

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