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Batizada de “Malddad, mais IPTU não” – em referência ao sobrenome do prefeito – a manifestação lotou o salão nobre da Câmara Municipal e contou com a participação de oito dos nove vereadores do PSDB, além de representantes de associações e sindicatos.
Um dos organizadores do evento, o vereador Mario Covas Neto, lembrou que mesmo sem o aumento anunciado por Haddad, o IPTU da cidade de São Paulo já é o mais caro do Brasil.
“Nós pagamos R$ 441 em média. A segunda cidade é Belo Horizonte, que paga em média R$ 290. Já pagamos o mais caro e a ideia é pagarmos ainda mais”, criticou o vereador.
Andrea Matarazzo cobrou explicações sobre os critérios utilizados por Haddad para aumentar em até 45% o valor do IPTU. “Por que 45% e não 38% ou 12%? Qual o critério que eles usaram para ser 45%?”, questionou. “Enfim, tiraram os números da cartola e saem onerando a sociedade. Temos que ter uma administração mais racional e não criar tantos cargos como Haddad criou, cerca de 1.300 só neste ano”, emendou. Andrea mencionou ainda que a ex-procuradora do Estado, Luiza Eluf, que também compareceu ao ato, pretende entrar com uma ação contra o aumento.
O líder da bancada tucana, Floriano Pesaro, lembrou que a última prefeita petista na capital, Marta Suplicy (2001-2004), também fez aumentos de impostos ao governar a cidade. “Está no DNA do PT fazer esses aumentos”, afirmou.
Também presente no evento, o deputado estadual Ramalho da Construção criticou o partido do atual prefeito. “O PT tem doutorado em vender mentiras. Eles usam o dinheiro do povo para entregar aos seus comparsas. O aumento vem junto da criação de mais de 1.300 novos cargos sem concurso na Prefeitura”, disse.
Próximos passos
Foi consenso entre os presentes a necessidade de levar para a rua novos atos contra o aumento de Haddad. “Esse aumento só será revertido se houver mobilização popular. Temos que tomar as ruas e mostrar que a população da cidade não quer mais um aumento”, disse Mario Covas.