Brasília (21 de julho) – A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Sanguessugas deve concluir na próxima semana a análise do depoimento que o empresário Luiz Antônio Vedoin prestou à Justiça Federal de Mato Grosso. Apontado como comandante da “máfia das ambulâncias”, Vedoin citou um número de parlamentares envolvidos no esquema bem maior do que os 57 que estão sendo investigados pela comissão.
PROVAS
O sub-relator de Sistematização e Controle da CPMI, deputado Carlos Sampaio (SP), explicou que cada parlamentar mencionado por Vedoin ou pela Procuradoria-Geral da República terá uma pasta eletrônica com as informações e provas que geraram as suspeitas.
Alguns parlamentares investigados procuraram a CPMI em busca de uma certidão que os isente da acusação. O sub-relator informou que a certidão, liberada ontem, diz apenas que os nomes deles não constam do depoimento de Vedoin. Carlos Sampaio ressaltou que cabe a cada parlamentar verificar se o seu nome consta das demais provas produzidas e se defender dessas acusações.
INVESTIGAÇÃO EM CURSO
O sub-relator considerou precipitada a divulgação de conclusões baseadas apenas em trechos do depoimento de Luiz Antônio Vedoin. Ele afirmou que, para evitar avaliações equivocadas, é preciso esperar pelo fim das investigações. “Não seria correto da nossa parte fazer qualquer afirmação sobre este ou aquele parlamentar, sobre eventual presente ou depósito em conta, por uma razão bastante simples: nós estamos no meio de uma investigação. Não temos uma investigação concluída”.
TRABALHO COMPARTILHADO
Carlos Sampaio foi hoje à Polícia Federal (PF) entregar provas e informações colhidas pela CPMI por meio de depoimentos. O deputado anunciou que, a partir de agora, todas as provas produzidas pela CPMI, pela PF e pela Controladoria-Geral da União serão compartilhadas, o que vai agilizar os trabalhos de todos os órgãos envolvidos.
Fonte: Agência Câmara