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CPI é o caminho natural

Tucanos pedem investigação de denúncias envolvendo Dnit e Valec

Os deputados Carlos Brandão (MA) e William Dib (SP) pediram a investigação de órgãos ligados ao Ministério dos Transportes e defenderam o esclarecimento de nova rodada de denúncias contra o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) e a estatal Valec Engenharia e Construção. As duas empresas teriam montado esquema com fornecedoras de fachada acusadas de usar documentos falsos em contratos na ordem de R$ 31 milhões. Os tucanos cobram explicações ainda do aumento em 33%, de 2009 para 2010, do valor de convênios feitos pelo Dnit com dispensa de licitação.

“Novas denúncias aparecem a cada semana e nos assustam”, apontou Brandão. Para ele, é preciso reestabelecer a verdade por meio da apuração dos indícios de irregularidades. Presidente da subcomissão de fiscalização do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Câmara, o tucano acredita que o grupo terá muito trabalho no segundo semestre, inclusive com visitas às obras consideradas superfaturadas.

Para Dib, o ideal para esclarecer as denúncias é a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). “A cada movimento você descobre coisas cada vez mais complicadas e confusas, que mostram o total desvirtuamento do serviço público. Precisamos fazer uma investigação profunda”, destacou.

Segundo o jornal “O Globo”, na lista das contratações por dispensa de licitação, as fundações que atuam no gerenciamento ambiental de obras rodoviárias apresentaram as faturas mais altas. Em quatro contratos, o Dnit gastará R$ 45 milhões para a administração ambiental de empreendimentos listados no programa de investimento.

Além das investigações pelos órgãos de controle, Brandão defende o depoimento no Congresso do novo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, pois ele tinha relação com a cúpula afastada da pasta. “Com certeza há muita coisa que ele tem conhecimento. Não é possível que estivesse isento de tudo isso”, destacou. Passos foi secretário-executivo da pasta e já havia ocupado o cargo de ministro outras vezes.

Os contratos com empresas de fachada eram para fornecimento de funcionários em áreas estratégicas do governo, inclusive para obras do PAC, em pelo menos 20 Estados e no Distrito Federal, como destaca o “Estado de S. Paulo”. As contratadas eram escolhidas pelo PR, partido que comanda os Transportes, e trabalhavam na gestão de empreendimentos sob suspeita de corrupção.

FONTE: Diário Tucano

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