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EDSON APARECIDO AFIRMA QUE PAÍS PODE PAGAR CARO POR INCOMPETÊNCIA DO GOVERNO LULA

Ultimamente, é comum ouvirmos as frases: o Brasil é o país do momento ou o Brasil é o país da moda. Foi com essa afirmação que o deputado federal Edson Aparecido (PSDB-SP) iniciou seu discurso no plenário da Câmara dos Deputados nesta terça-feira, 17.

“Essas afirmações nos orgulham e são indicadores de que o mundo enxerga de forma clara as potencialidades de nossa terra e do nosso povo. O Brasil mostra mais uma vez o seu caráter dinâmico, sua vocação para o crescimento e para o desenvolvimento”, afirmou o deputado.

“Entretanto, esses elogios também têm servido para criar um clima de ufanismo exagerado com o objetivo de ocultar problemas concretos do país, que há muito pedem ações eficientes do Poder Público e que se não forem feitas, acabará por deixar para o povo brasileiro o pagamento pela inépcia do governo Lula – que não teve competência nem articulação para fazê-las”, condenou Edson Aparecido.

Para o parlamentar, a população está se dando conta que muito mais poderia ser feito neste momento tão importante para o Brasil. “Afirmações positivas sobre nosso país são usadas para dar a impressão de que, num passe de mágica, a sociedade está livre de suas deficiências, injustiças, carências e problemas”.

Segundo Edson, é importante destacar que o Brasil começa a se dar conta de que em breve terá de discutir os rumos a serem tomados a partir do próximo ano, quando serão realizadas as eleições para a Presidência da República, para os Governos Estaduais e para o Poder Legislativo.

“Chega o momento em que todos nós teremos de pensar e propor o Brasil que queremos para o futuro; o momento em que será necessário encarar o Brasil real para definirmos como chegar a um Brasil melhor, e poder sonhar com um Brasil ideal. Precisamos deixar de ser o país da moda para nos tornarmos uma realidade sustentada, sólida e permanente”, ressaltou o tucano durante seu discurso.

Edson Aparecido destacou os legados de coragem, planejamento e visão de futuro do PSDB. “A inegável mudança de rumo estabelecida há 15 anos, quando Fernando Henrique Cardoso comandou a criação do Plano Real e estabeleceu um projeto de país que seria amplamente aprovado nas eleições de 1994. Avançamos com os oito anos de gestão do PSDB na Presidência da República, com aliados importantes como os Democratas, o PTB e outros partidos”, frisou o parlamentar.

De acordo com o deputado, FHC, em seu governo, comandou a mudança de status do Brasil. “Aquela sociedade em crise, após o impeachment de Fernando Collor, tornou-se uma nação em que as instituições foram resgatadas, preservadas e respeitadas. De uma economia errante, que punia o povo com o perverso imposto inflacionário, tornou-se um país emergente, com uma moeda forte embalada pela estabilidade”, recordou Edson Aparecido.

O tucano relembrou, ainda, a posição de Lula nas questões que um dia decidiram o rumo deste país. “Em todas essas decisões importantes sobre as quais o Congresso Nacional teve de se debruçar – a nova Constituição do País, a aprovação do Plano Cruzado, a estabilidade na economia e a Lei de Responsabilidade Fiscal -, o partido que hoje está no poder votou contra. O presidente Lula hoje se beneficia exatamente dos avanços criados por essas mudanças realizadas há mais de 15 anos”.

“O país precisa urgentemente fazer com que o bem-estar usufruído por parte da população nas regiões mais desenvolvidas seja levado para as outras regiões. Para isso, é preciso uma política de desenvolvimento regional, com obras de infra-estrutura, geração de emprego e renda, com estímulo à educação e oferta de serviços de saúde pública, que, todos nós sabemos, hoje se encontram ainda em situação de penúria, e o que vemos passa longe do que precisamos”, destacou Edson.

Para ele, o governo federal se mostra incapaz de fazer intervenções necessárias na economia. “Nossa produção está asfixiada por falta de vias de escoamento, como rodovias, ferrovias, aeroportos e portos. O progresso não chega ao interior, aumentando o fosso que separa as populações das regiões mais desenvolvidas daquelas que habitam as áreas em que é preciso ter uma política progressiva de desenvolvimento”, ressaltou.

O deputado Edson Aparecido garantiu que um dos programas chefes da administração petista, o PAC, não passa de peça do bom marketing. “Até outubro deste ano, o governo executou apenas 13,8% dos investimentos previstos no PAC. Ou seja – de R$ 27,8 bilhões de reais, só R$ 3,8 bi foram pagos. Enquanto em Estados como Minas Gerais e São Paulo – governados pelo PSDB – os programas de investimento e infraestrutura chegam a quase R$ 20 bilhões em cada Estado”, afirmou.

“Para se ter um exemplo, as 15 obras previstas pelo PAC para as estradas que cortam Minas Gerais ou estão atrasadas ou sequer foram iniciadas. Em compensação, o PAC é um dos programas mais anunciados pelo governo – juntamente com outro programa factóide, o Minha Casa, Minha Vida, que poderia tranquilamente ser chamado de Minha Casa, Meu Voto”, asseverou.

“Existe muita promessa e muito pouco planejamento. Quando escolhemos um modelo de gestão para um país, é preciso observar o histórico de cada partido. Saber onde tiveram responsabilidades administrativas e checar o desempenho apresentado”, defendeu o tucano.

Edson Aparecido aproveitou para realçar a diferença da administração do PSDB com a do PT. “Cito como exemplo São Paulo, administrado pelo PSDB há 15 anos, com altos índices de aprovação. Lá, há pouco mais de 15 anos, foi iniciada pelo ex-governador Mario Covas, depois, seguida por Geraldo Alckmin e dado sequencia por José Serra, uma gigantesca obra de ajuste fiscal – que deu ao Estado de São Paulo importante grau de confiabilidade. Hoje temos um enorme trabalho de investimentos, com geração de riquezas, emprego, renda e desenvolvimento”, discorreu o deputado.

“É a síntese da filosofia não só do PSDB, mas de vários partidos do cenário político nacional. Temos como norte de filosofia do PSDB que a função do bom administrador não é fazer marketing e sim criar oportunidades para o país e para nosso povo”, frisou.

O deputado Edson Aparecido destacou também a questão da violência no Brasil. “Uma das crises que o País tem de enfrentar é a violência que está nos grandes centros urbanos e nos entornos de Recife, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Em nenhum país democrático e avançado do mundo, resolveu-se a questão da segurança pública sem forte intervenção do poder público – como acabamos de ver na Colômbia. E aqui percebemos que não há uma única iniciativa do governo para o enfrentamento desse problema, que ceifa milhares de vidas de brasileiros”, repreende o tucano.

Para o parlamentar, o país vai ter sua chance de escolher um destino melhor para o Brasil nas eleições do ano que vem. “O Brasil vai decidir entre o modelo da otimização dos investimentos e o modelo da primazia do atual do governo, que é concentrado em sua propaganda. Entre a prioridade para os investimentos produtivos e o inchaço das atividades, do empreguismo e do compadrio que enfraquece as finanças públicas”, salientou Edson.

“Hoje há uma profunda e grave associação do Estado brasileiro com os movimentos sociais, gerando verdadeiras estatais do peleguismo. Entidades como a CUT e a UNE, que historicamente defenderam os interesses dos trabalhadores, hoje serve aos interesses e cumpre as estratégias para a permanência no grupo que está a frente do poder”, condenou Edson Aparecido.

“Queremos esse debate das eleições do ano que vem. O PSDB e os seus aliados, numa ampla frente, irão fazer a defesa do Estado para o cidadão, para a maioria dos brasileiros. Vamos mostrar que o presidente Lula apresentou coisas boas e coisas novas para o País. No entanto, boa parte dessas coisas novas não são boas e diversas daquelas que são boas não são tão novas”, concluiu o deputado Edson Aparecido.

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