
Defendo com unhas e dentes a prática da política séria, ética, responsável, comprometida com o desenvolvimento do Estado, consequentemente com o progresso de seus moradores. E é assim que o governador Geraldo Alckmin tem trabalhado todos esses anos. E é por isso que São Paulo é hoje o Estado mais rico e mais desenvolvido deste País. Razões tenho de sobra para ser um defensor do governador Alckmin, que, ao contrário do nosso ilustre visitante, não tem sua conduta na vida pública colocada em xeque em razão de suspeitas gravíssimas que estão sendo investigadas pela Polícia Federal. Defendo e continuarei defendendo o governador Geraldo Alckmin por ser ele um exemplo de pessoa pública, que sabe conduzir um governo de maneira eficiente e ética. Infelizmente, do “lado de lá”, Padilha não pode fazer o mesmo.
São tantas as denúncias de corrupção no governo que ele faz parte que causa constrangimento tentar defender. Elas se sucedem dia a dia, sem falar das polêmicas que cercam a Petrobras, como a espantosa compra da Refinaria de Pasadena, o aumento astronômico do gasto com a Refinaria Abreu e Lima e a história mal contada da holandesa SBM Offshore. E agora surge o caso do laboratório-fantasma Labogen que, não fosse a ação da Polícia Federal, poderia ter resultado em mais prejuízos financeiros para o País, em particular aos cofres do Ministério da Saúde que, na época, era dirigido por Padilha.
Aliás, nenhum brasileiro, especialmente os mais pobres, irá se esquecer da administração Padilha à frente do Ministério da Saúde. Sua maior obra foi quebrar todas as Santas Casas, que estão agonizando pela falta de reajuste da tabela SUS.