Alberto Bombig

O secretário de Energia do Estado de São Paulo, José Aníbal (PSDB), conheceu a presidente Dilma Rousseff no início dos anos 1960, em Belo Horizonte (MG). Em Minas, ambos depois militaram no movimento estudantil e no combate à ditadura militar. Desde então, mantêm uma amizade que nem as colorações partidárias foram capazes de estragar. Porém, ele não se exime de criticar o governo Dilma quando o assunto é área de energia e suas correlações com a infraestrutura do país. “Falta gestão ao governo, e isso preocupa muito”, disse Aníbal a ÉPOCA.
No final do ano passado, Aníbal bateu de frente com Dilma. Ele liderou uma rebelião de Estados contra alguns pontos do projeto do governo federal que prevê reduzir a conta de luz dos brasileiros. Desde então, o tucano tornou-se uma voz na crítica ao Ministério de Minas e Energia, ocupado por Dilma entre 2003 e 2005. “Faltou planejamento. O governo estava agindo por impulso”, afirma, sobre as recentes medidas do governo federal no setor.
A postura de Aníbal tem despertado a ira dos petistas e, reservadamente, do Planalto. “Eu não tenho temor nenhum de encarar esse debate. Um país não se constrói com sacadas eleitorais. Um país se constrói com posições estruturantes”, diz, sempre ressalvando não ser contra a redução, mas à forma como, segundo ele, o governo federal conduziu o processo e tentou empurrar a conta para os Estados. Leia AQUI.