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Gestão em Foco chega a 5 mil escolas

A metodologia de gestão que prevê a identificação do problema, proposta de soluções e disseminação de boas práticas será implementada em 5.090 escolas estaduais de São Paulo. A terceira fase da expansão do programa Gestão em Foco – MMR (Método de Melhoria de Resultados) foi lançada na última quarta-feira (24).

Nesta última etapa do MMR serão incluídas 1.715 unidades de 39 diretorias de ensino do interior de São Paulo, atingindo 100% da rede. Pelo método, desenvolvido em parceria com a Falconi, as escolas devem ter painéis com as metas estipuladas e as formas de atingi-las.

Para atingir seus objetivos, as unidades também contarão com um aporte de R$ 50 milhões da Secretaria Estadual da Educação. Os valores, com média de R$ 8 mil por escola, serão destinados seguindo critérios como número de alunos, vulnerabilidade da região em que está instalada e complexidade da escola. Os repasses serão feitos em três lotes, a partir do segundo semestre.

O método chegou à rede estadual de São Paulo no ano de 2016 em 77 escolas da Zona Leste da capital como projeto piloto. Durante o período, a média dos alunos do Ensino Médio no Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo) registrou crescimento de 15% se comparado à edição de 2015.

Em 2017, o modelo de gestão passou a ser aplicado em 1.081 escolas compreendidas por 13 diretorias de ensino da capital. No ano passado, a expansão abrigou mais de 2.299 escolas da Grande São Paulo e Interior de 39 diretorias de ensino.

O objetivo do Gestão em Foco é melhorar o aprendizado de estudantes do Ensino Fundamental e Médio com a formulação de planos de trabalho personalizados e monitorados pela própria comunidade escolar. Para torná-los mais concretos, em toda a escola, as metas são fixadas em murais para facilitar a visualização.

Oito passos para execução

O MMR é aplicado em oito passos. O primeiro é “conhecer o problema”, o segundo “quebrar o problema.” Estas duas primeiras etapas podem ser realizadas por um comitê que pode ser formado por supervisores de ensino, professores ou gestores que irá analisar as dificuldades de cada unidade.

O terceiro passo é “identificar a causa” e o quarto “elaborar um plano de melhoria”. A quinta etapa é “implementar”, e a sexta “acompanhar resultados.” “Corrigir os rumos” é a sétima fase, e para finalizar, na última etapa, o método prevê “registrar e disseminar boas práticas.”