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Julgamento do mensalão muda percepção de que autoridades não são punidas, diz líder tucano

Para Araújo, julgamento é um marco no combate à impunidade

Mais de quatro meses após seu início, o presidente de Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, declarou nesta segunda-feira, 17, encerrado o julgamento do mensalão. A ação penal 470, que ficou conhecida como o maior escândalo de corrupção da história do país, julgou um esquema de compra de votos de parlamentares no Congresso durante os primeiros anos do governo Lula, financiado por meio de desvio de dinheiro público e contratos que envolviam a Câmara, o Banco do Brasil, o Banco Rural e empresas de propaganda.

Para o líder do PSDB na Câmara, Bruno Araújo (PE), o julgamento representou um marco na questão da impunidade. “Foi um processo que mudou, sobretudo no Brasil, a percepção de que autoridades não são punidas. Essas condenações abrem uma nova perspectiva de clareza no grau de maturidade das estruturas brasileiras e funcionam como um recado, uma finalização clara de que a Justiça atinge a todos”, avaliou.

O parlamentar acredita que o resultado provoca uma quebra na postura displicente que o governo vinha apresentando quanto ao processo. “Para o Partido dos Trabalhadores, significa desautorizar o que eles pregaram como mentira todos esses anos. Esperamos que sirva de exemplo para o PT repensar sua forma de ocupação de poder. Não é o fato de serem legitimados pelas urnas que autoriza a partidarização do poder público”, completou.

Dos 38 réus iniciais, 25 foram condenados, 12 foram absolvidos e um será julgado em primeira instância. Dentre os condenados estão o braço direito do ex-presidente Lula José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil e tido como mentor do esquema; o ex-presidente nacional do PT José Genoino; o ex-tesoureiro Delúbio Soares; o deputado João Paulo Cunha (PT-SP); o ex-deputado Roberto Jefferson, delator do esquema; além do publicitário Marcos Valério, operador do mensalão, e seus sócios Ramon Hollerbach e Cristiano Paz.