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“Ministro da Defesa foi tomado por espírito de facção de Dilma e PT”, diz Aloysio Nunes

aloysio-nunes-foto-gerdan-wesley1-300x200Em discurso no Plenário do Senado nesta quarta-feira (4), o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) criticou duramente as declarações do ministro da defesa, Jaques Wagner, que se disse preocupado com a falta de tranquilidade no país causada pela operação Lava Jato, que investiga a Petrobras.

“Como assim? Quem não deve, não teme, ministro. É o inquérito que tira a tranquilidade das instituições? Ou o inquérito, as delações premiadas, as investigações tiram a tranquilidade daqueles que participaram desta trama criminosa. Quem é que está intranquilo? Aqueles que temem que as delações possam fazer com que esse lamaçal se aproxime cada vez mais dos altos dirigentes do país?”

Sobre a declaração do ministro, de separar o inquérito do “funcionamento normal” do Brasil, Aloysio foi direto: “Que normalidade deseja o ministro? A normalidade da impunidade? É claro que essas declarações colidem frontalmente com o perfil da atuação que deve ter um ministro da defesa responsável”.

O tucano lembrou que, entre as atribuições do ministro da Defesa – pasta criada no governo FHC – está auxiliar o presidente da República junto às forças militares. “A defesa nacional deve ser, o mais possível, objeto de grande entendimento, de grande consenso, assim como a política externa. Assim tem sido em países que prezam pelo prestígio das suas forças armadas”

Para o senador do PSDB, Jaques Wagner “está sendo tomado por esse espírito de facção, pelo facciosismo, que é inspirado pela chefe do governo, pela presidente Dilma”.

Aloysio aproveitou para criticar a postura da chefe do Estado Maior que, num momento complicado do país, que precisa de uma presidente que congregue e mobilize a sociedade, para enfrentar as crises que o Brasil atravessa, “ela não sossega, ela precisa do confronto.”

Lula e  ‘quarteto fantástico’

O tucano disse ainda que, preocupante mesmo para os brasileiros é a postura adotada pelo principal representante do Partido dos Trabalhadores.

“O que tira a tranquilidade da nação é o belicismo do grande patrono e chefe político do PT, o ex-presidente Lula, que ameaça o funcionamento normal das instituições com a presença do que ele chama ‘o exército do MST’, um exército de mercenários pagos com dinheiro público,  extorquido dos assentados da reforma agrária.”

Aloysio lembrou ainda do advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, que “se comporta muito mais como ministro do governo, ministro do PT, do que como Advogado-Geral da União”.

Outro alvo das palavras do tucano foi o grupo de ministros que formam o núcleo estratégico do governo: Aloízio Mercadante (Casa Civil), Ricardo Berzoini (Comunicações), Pepe Vargas (Relações Institucionais) e Miguel Rossetto (Secretaria-Geral da Presidência).

“É o quarteto fantástico, realmente, que se arvora em poderes que não tem. Arvorou-se recentemente em tentar fazer o PMDB de bobo, o que obviamente não é tarefa para qualquer um. O resultado é o que está se vendo”, citou o senador, em referência à instabilidade na relação entre os partidos da base aliada da presidente da República no segundo mandato.

Da assessoria do senador

 

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