O Brasil tem um dos piores índices de investimento por aluno se comparado as 34 nações participantes da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). É o que mostra o relatório ‘Education at a Glance 2015’: Panorama da Educação, lançado mundialmente hoje (24). O custo do investimento médio no país foi de US$ 3.441 por estudante da rede pública, do ensino básico ao superior. Esse valor corresponde a 37% da média dos países participantes que é de US$ 9.317. Só ficamos atrás do México (US$ 3.233), Turquia (US$ 3.072), Colômbia (US$ 2.898) e Indonésia (US$ 1.809).
O relatório, que avalia diversos aspectos da educação pelo mundo, apresenta valores de investimento em dólar americano equalizando as moedas de acordo com o poder aquisitivo e não pela taxa cambial, de acordo com matéria publicada no jornal O Globo desta terça-feira.
Apesar de ter investido 12% do PIB na educação em 2012, foi constatada uma desigualdade na aplicação do dinheiro no Brasil. O ensino superior brasileiro recebe 3,4 vezes mais recursos que os anos iniciais do ensino fundamental. Na média da OCDE, esse investimento é 1,8 vez maior.
Para deputada federal Geovânia de Sá, do PSDB de Santa Catarina, esse é um erro que não pode ser cometido no planejamento dos recursos destinados à educação. “O ensino fundamental deve ser priorizado. É nessa fase da vida escolar que o cidadão adquire a base para a construção de uma vida profissional. O governo está investindo de forma equivocada e sem planejamento”, lamenta.
O Brasil vai mal, também, no ranking do ensino médio atrelado a programas de educação profissional, contrariando o discurso do governo de valorização da formação técnica. É o terceiro país com menos alunos nessa modalidade, perdendo apenas para Irlanda e Arábia Saudita. Cerca de 9% dos jovens de 15 a 19 anos matriculados no ensino médio frequentam o ensino profissionalizante no país, enquanto a média da OCDE é de 40%.