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PAC não cumpre o que prometeu

Segundo Bruno Araújo, má gestão do governo faz Brasil perder oportunidades

Paula Sholl

Brasília (27) – A dois meses do final do ano, o governo Lula executou 13,8% da previsão de investimentos do PAC previstos para 2009. O levantamento foi feito pela assessoria técnica do PSDB com base em dados do Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira). Dos R$ 27,8 bilhões que deveriam ser aplicados este ano, R$ 3,8 bilhões foram pagos até agora.

O atraso no cronograma de investimentos atinge vários projetos de diversos órgãos. No caso da Secretaria Especial de Portos, por exemplo, 3,21% do R$ 1 bilhão previsto para ser aplicado foram pagos. Dos R$ 733 milhões que deveriam ser executados pela Fundação Nacional de Saúde, nem 1% saiu dos cofres da União.

De acordo com parlamentares tucanos, a lentidão nas obras do PAC deve ser atribuída à falta de planejamento e má gestão do governo. Para o deputado Bruno Araújo (PE), a deficiência em aplicar de forma competente os recursos faz o Brasil perder oportunidades.

“O único planejamento que o governo Lula tem no longo prazo e a folha de pagamento que só cresce”, criticou. Para o deputado, obras importantes, de infra-estrutura, permanecem no papel ou atrasadas por incompetência do governo.

Bruno Araújo citou a escassez de asfalto para a conclusão de estradas federais no Nordeste, conforme divulgou nesta terça o jornal Folha de S. Paulo, como mais uma amostra da inépcia do governo.

Segundo a reportagem, o atraso no fornecimento do produto, feito pela Petrobras, vai comprometer a entrega de obras em quatro rodovias da região. O PAC das estradas previa investimentos de R$ 8,5 bilhões em 2009. Até hoje, no entanto, R$ 1,8 bilhão foi executado.

Algumas obras sob responsabilidade do Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes) como o acesso rodoviário ao porto de Salvador (BA), avaliado em R$ 68 milhões e a ponte sobre o rio Araguaia, na divisa entre os estados do Pará e do Tocantins, de R$ 44 milhões, sequer foram iniciadas.

A situação das rodovias federais é motivo de apreensão em Minas Gerais. Há quatro anos o governador Aécio Neves faz críticas ao governo pela demora na transferência de recursos para obras de manutenção da malha rodoviária que corta o estado, onde a extensão de BRs é a maior do país.

Em 2006, o governador chegou a propor que o gerenciamento das estradas federais passasse a ser responsabilidade do estado. Para o governador tucano, além do problema de segurança para motoristas e passageiros, a malha federal “é um gargalo” para o escoamento do café e um impeditivo para a expansão da produção em Minas.

No último feriado nacional, segundo a Polícia Rodoviária Federal, Minas registrou o maior número de acidentes entre os estados: 352. Das 88 mortes em todo o país durante o recesso de Nossa Senhora Aparecida, 24 ocorreram no estado.

O PAC prevê investimentos em 15 estradas mineiras. São obras em entroncamentos, construção e adequação de trechos rodoviários. Todas estão com o cronograma de execução atrasado ou sequer iniciado.

Fonte: Agência Tucana

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