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Padilha, nos poupe. Não vale o pão que come

Já vi que com esse Padilha ( o Alexandre ) não vai me faltar matéria o ano todo.  No primeiro discurso eleitoral, na sua saída do ministério, já deu pra saber quem é.  É canelada e cotovelada pra lá e pra cá.  E na sua primeira entrevista como candidato, já faz jus às primeiras impressões.  Vamos lá.

Diz na entrevista à Folha que “quando soube o que aconteceu com o filho do governador ( tentativa de assalto ), eu quis prestar solidariedade a ele e sua família”.   Que doce!! Quanta simpatia e sentimento humano!  Ainda assim, não o fez.

Continua, dizendo “os grandes símbolos da violência em São Paulo são outros… que mais de 500 carros são roubados por dia no Estado.”   Ah, é verdade, e quantos no país, e quantos na Bahia e quantos no Rio Grande do Sul e quantos no Rio de Janeiro?   Para ele o desafio é termos uma política de segurança pública com polícia mais presente nas ruas e operando com mais inteligência.   Como se vê, o Padilha descobriu a pólvora, ninguém sabia…!

Em seguida ele foi à glória:  ”o PCC é uma criação dos 20 anos do governo do PSDB…”. Puxa vida e eu que li o relatório das ações criminosas desencadeadas pelo PCC em São Paulo, em 2006, ano eleitoral, no governo Alckmin/Lembo, no qual se mostrou que o PCC indicava candidatos do PT às eleições, digo o quê?  Digo, Padilha, você também não vale o pão que come.  Você bem sabe que o problema da criminalidade é o do tráfico de armas e drogas, que entram livremente através de nossas fronteiras que o governo federal deveria cuidar.   E Padilha, como vão os índices de criminalidade no conjunto do país?   E no DF, na Bahia, no Rio Grande do Sul, comandados pelo PT?   E como vão as prisões no Maranhão, da querida Roseana Sarney e no RS do querido Tarso Genro?  Ah, ele diz que a comparação tem de ser com outros países.  Quem sabe, com a Suíça, a Suécia, a Alemanha, a França?

E o programa “mais médicos” que ele festeja?  Só me pergunto: em um país que tem 400 mil médicos formados e trabalhando e que forma mais de 15 mil por ano, não tiveram a competência de atrair 10 mil para trabalhar nas áreas carentes, precisaram importar de Cuba, que produz médicos para exportação sem que se saiba de suas qualificações?

Ora Padilha, nos poupe!