A polícia de Borebi abriu inquérito hoje, 8/10, contra os responsáveis pelo vandalismo na fazenda Santo Henrique. Os integrantes do MST responderão pelos crimes de formação de quadrilha, furto, dano, esbulho possessório (retirada violenta de um bem da posse de seu dono) e progressão criminosa.
Integrantes do MST- Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra destruíram cerca de 12 mil pés de laranja e 28 tratores em Borebi, município do interior de São Paulo, e alegaram estar protestando pela reforma agrária.
O prefeito tucano Antônio Carlos Vaca definiu o acontecimento como um ato de terrorismo e afirmou que os estragos deixados na propriedade devem ultrapassar R$ 1 milhão.
O MST é um braço ativo do PT, que segundo informou o Ministério do Desenvolvimento Agrícola, recebeu mais de R$ 115 milhões em recursos públicos nos últimos 5 anos.
Se o MST está no jogo e ainda demonstra a sua insatisfação, mesmo com o tratamento dócil recebido do governo e do Congresso Nacional, que recentemente arquivou CPI que investigaria os seus repasses financeiros do lulopetismo, parece que os setores produtivos deste país continuam premiados com o fio da navalha.
Há 4 meses 250 famílias integrantes do MST estão assentadas em terras do município de Borebi, incluindo a fazenda Santo Henrique.
Os integrantes do MST afirmam que a terra é de propriedade da União, portanto não se retirarão.
O prefeito de Borebi, Antônio Carlos Vaca (PSDB) já solicitou apoio ao Incra para auxiliar as famílias assentadas, mas não obteve retorno.
A ocupação irregular no local começou no dia 28 de setembro. A Justiça determinou na última terça-feira, 6/10, a retirada dos invasores. Uma empresa do setor de sucos é proprietária do terreno.
Cerca de 85 homens da Polícia Militar estão desde as 5h30 de quarta-feira na fazenda para uma reintegração de posse no local. Mas a questão está longe de terminar.
Em contrapartida o Incra gasta valores exorbitantes em diárias, hospedagem e alimentação de seus funcionários, só nesse ano foi divulgado um valor de R$ 27,5 milhões.
Só não foi divulgado quanto está sendo investido em projetos na questão da reforma agrária.
O desfecho da invasão está longe de terminar bem e sem violência. A impressão causada é que o governo federal, Incra e outras entidades responsáveis não estão dando a devida importância à questão, deixando imperar a barbárie.
Vejam ao lado os Vídeos sobre a cobertura da invasão do Movimento Sem Terra, com reportagem feita pela Rede Globo e pelo Blog Gente que Mente que mostra os tratores destruindo a plantação de laranja.