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São Paulo e a agenda necessária para o Brasil

Por João Doria

 

O estado de São Paulo fechou 2019 com um crescimento do PIB de 2,6% —mais que o dobro do Brasil, com 0,9%. O resultado é fruto das medidas que adotamos, na política liberal, de reforma do Estado, do enxugamento da máquina administrativa, além de novos investimentos externos e privatizações. Menos Estado e mais iniciativa privada.

Os economistas preveem que em 2020 o Brasil terá o maior crescimento econômico desde 2013. Um crescimento do PIB superior a 2%. É provável. E comprova a eficácia do modelo econômico baseado no rigor fiscal e em iniciativas liberais na economia. Paulo Guedes conduz bem esse processo. E São Paulo compactua desta visão. Depois da Nova Previdência, é preciso seguir adiante com as reformas tributária, administrativa e política, implantando novo pacto federativo.

Completar as reformas é necessário. E crescer é fundamental. Mas não basta. O mundo vive um complexo processo de transformação social, agravado por atritos políticos e comerciais entre países e blocos econômicos. O Brasil precisa planejar sua agenda e definir o propósito desse crescimento.

O mundo já ingressou numa nova era tecnológica —e ela definirá as nações vencedoras neste século 21. Comunicação 5G, internet das coisas (IoT), cidades inteligentes e aumento da robotização são realidades cada vez mais presentes. São Paulo está nesse ritmo. Temos compromissos nessas mudanças. Gerar oportunidades de modernização e revitalização da indústria, da economia e da sociedade. E também preparar as pessoas, especialmente os jovens, para as mudanças.

Em São Paulo, estamos redesenhando o ecossistema digital com a atração de mais empresas de tecnologia e centros de pesquisa. No IPT Open Experience, incentivamos a cooperação entre iniciativa privada, governo e universidades. Em maio deste ano, vamos inaugurar o Centro para a Quarta Revolução Industrial, uma iniciativa conjunta com o Fórum Econômico Mundial que unirá São Paulo às mais avançadas experiências globais de transformação da indústria.

Ampliamos as vagas em cursos técnicos voltados para tecnologia e economia digital. Hoje, esse é um setor em que sobram empregos por falta de mão de obra qualificada. Aumentamos em 25% o número de vagas em cursos profissionalizantes. Não cancelamos nem cortamos nenhuma bolsa de pesquisa nas nossas universidades. Estamos destinando R$ 1 bilhão para reforma e manutenção das escolas estaduais.

Na área externa, buscamos investimentos e oportunidades de comércio e negócios com os mais variados grupos e países, de forma pragmática, sem ranço ideológico. O GIC, fundo soberano de Singapura, o quinto maior do mundo, foi um dos vencedores da maior concessão rodoviária do Brasil, que irá duplicar 1.273 quilômetros de estradas em São Paulo, de Piracicaba a Panorama.

Seremos firmes na defesa da democracia, da liberdade de imprensa e da criação artística. Rejeitamos aventuras autoritárias. Em São Paulo, trabalhamos para construir o futuro, livres do radicalismo político.
Esse é o caminho para que o esforço de cada um resulte numa nação menos desigual e mais integrada à economia global. O novo ciclo de crescimento trará de volta mais recursos para investimentos, mais empregos e mais desenvolvimento econômico.

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