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São Paulo para as próximas gerações

Por Ricardo Tripoli 

A cidade de São Paulo, que tem em seu DNA o acolhimento e o respeito à pluralidade, deu mais um passo importante nesse sentido ao celebrar, antes mesmo de completar 466 anos, a liberdade de expressão e pensamento com o Verão Sem Censura. Não podemos, no entanto, silenciar diante de espertezas eleitoreiras, sobretudo as autodeclaradas.

Refiro-me diretamente aos senhores Nabil Bonduki, arquiteto e urbanista, e Jilmar Tatto, ambos ex-secretários de gestões do PT que se colocaram recentemente como pré-candidatos do partido à Prefeitura de São Paulo. O colunista Bonduki decidiu usar o espaço nobre que ocupa nesta Folha para criticar a gestão Bruno Covas (PSDB) e indicar soluções para problemas históricos que atingem a cidade, como as enchentes e inundações. Tatto, por sua vez, reagiu ao artigo do prefeito publicado pela Folha na véspera do aniversário da capital do nosso estado.

Os temas das críticas petistas não são exatamente os mesmos, mas o pano de fundo é um só: estão incomodados com os resultados da gestão Bruno Covas e já cumprem o calendário político-eleitoral do partido. A verdade é que a atual administração de São Paulo herdou um rombo de R$ 7 bilhões em 2017, resultado da contabilização de despesas subestimadas (R$ 2,5 bilhões) e receitas superestimadas (R$ 5 bilhões) no Orçamento aprovado pela gestão petista. E, três anos depois, a prefeitura está em condição de investir praticamente a mesma quantia nas áreas da saúde, educação, mobilidade, zeladoria, acessibilidade, enfim, no social, na manutenção e na infraestrutura.

Mas a gestão Bruno Covas trabalha com um lema muito claro: o governo que não pensa em eleição, mas, sim, nas próximas gerações. Atuamos em ações prioritárias para o bem-estar social com respeito ao dinheiro público. Alcançamos o patamar de R$ 7,8 bilhões em investimentos previstos no Orçamento de 2020, sendo R$ 4,3 bilhões reservados para as ações do programa de metas apresentado e pactuado com a população.

Graças à credibilidade da gestão Bruno Covas, a prefeitura assinou empréstimo de US$ 100 milhões com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) para investimentos exclusivos na saúde. Com esses recursos, vamos construir, reformar e equipar 150 equipamentos da saúde nos próximos cinco anos. E só com recursos próprios já entregamos 34 unidades de saúde, entre as quais o Hospital de Parelheiros, na zona sul.

Quando se discute zeladoria e obras para reduzir enchentes, vemos que o Orçamento foi ampliado para mais de R$ 1 bilhão e atendeu 38 mil solicitações registradas no telefone 156. Desde o início de 2017 até novembro de 2019, foram tapados 655.528 buracos, o que representa um acréscimo de 51% em relação à gestão passada.

Atuamos de forma consistente para retirar 71 mil toneladas de resíduos de córregos em 2019, um aumento de 126% em relação ao ano anterior, e a limpeza de 5,9 milhões de m2 de margens contra 2,7 milhões em 2018. O plano de macrodrenagem da cidade prevê a entrega de oito novos piscinões, um número quatro vezes maior do que o realizado pela gestão passada.

Como se vê, uma gestão se faz com planejamento, foco e muito trabalho. É assim, e não com espertezas políticas, que construiremos uma cidade melhor para as futuras gerações.