Além do líder Alvaro Dias (PR), os senadores Aloysio Nunes (SP), Flexa Ribeiro (PA) e Cyro Miranda (GO) participaram nesta terça-feira da audiência pública realizada na Comissão de Infraestrutura, presidida pela senadora Lúcia Vânia (GO), também do PSDB, para questionar o ministro dos Transportes, Paulo Passos, sobre as denúncias de corrupção naquele ministério.
Os representantes do PSDB não deixaram nenhum assunto sem questionamento, como, por exemplo, sobre as medidas que pretende adotar para resolver os problemas de corrupção no ministério, suas relações com o PR e se vai priorizar as obras no PAC que já têm projeto executivo e assim evitar tanta diferença no preço final.
Além das perguntas, os senadores do PSDB insistiram no apoio do ministro à CPI dos Transportes, como forma de comprovar o seu total interesse em passar tudo a limpo. Diante da negativa do ministro – ele reiterou que já existe a Controladoria Geral da União (CGU) – Aloysio Nunes salientou: “O ministro da controladoria não controla coisa nenhuma, não é de nada, nada do que aconteceu, todo dia é revelada alguma coisa, nada se deve a apuração do ministro Jorge Hage. Ele tem apenas cara de bravo, mas não investiga nada”.
Aloysio questionou ainda, se o ministro vai mostrar logo a que veio. “Não vou trocar seis por meia dúzia”, garantiu. Visivelmente constrangido ao falar do PR, Paulo Passos limitou-se a dizer que filiou-se ao partido em 2006, ponderando que, por não pertencer ao seu comando, não comenta sobre as decisões da agremiação.
Flexa Ribeiro reproduziu trecho do aparte do senador Blairo Maggi (PR/MT) ao histórico discurso do ex-ministro Alfredo Nascimento (PR/AM), onde ele mostrou que Passos aprovou R$ 16 bilhões em aditivos às obras do PAC justamente na campanha eleitoral de 2010, quando a candidata era a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.
“O senhor diz que é da cota do PR, mas essas foram as palavras do senador Blairo Maggi: ‘Se a presidente Dilma quiser continuar com o Paulo Passos, continue. É um bom ministro, mas não é do PR’”, lembrou Flexa Ribeiro. Ele e Cyro Miranda fizeram questão de cobrar, repetidas vezes, que o ministro priorize as obras que têm projetos executivos. “Vou priorizá-las”, assegurou Paulo Passos.
FONTE: Agência Tucana