Início Saiu na imprensa STF ouve defesa de João Paulo Cunha, único réu candidato

STF ouve defesa de João Paulo Cunha, único réu candidato

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) vão ouvir nessa quarta-feira, 8, a defesa de mais cinco réus, entre eles a do deputado petista João Paulo Cunha, único dos 38 réus do mensalão a disputar as eleições municipais de outubro. O quinto dia do julgamento marca ainda a estreia do ex-ministro Márcio Thomaz Bastos na defesa de outro dos réus. A sessão será transmitida ao vivo pela TV Estadão, a partir das 14h.

A acusação contra João Paulo Cunha é de que ele teria recebido R$ 50 mil do valerioduto para contratar uma das agências de Marcos Valério quando presidia a Câmara. A defesa negará irregularidades no contrato e afirmará que o dinheiro recebido era para pagar custos de uma pesquisa eleitoral. Ainda no início da disputa pela Prefeitura de Osasco (SP), João Paulo afirmou que não deixaria de discutir o processo durante a campanha.

Será destaque também na sessão desta quarta, a estreia do ex-ministro Márcio Thomaz Bastos na leitura da defesa de seu cliente José Roberto Salgado, ex-diretor do Banco Rural. No primeiro dia de julgamento, Thomaz Bastos pediu a palavra para pedir a divisão do processo, mas não chegou a entrar no mérito da acusação. Sobre seu cliente, Thomaz Bastos deve afirmar que ele não teve participação em aprovação dos empréstimos da remessa de dinheiro para o exterior.

Salgado e outros dois réus a serem defendidos nesta quarta são ligados ao Banco Rural, apontado pela acusação como responsável por fazer empréstimos irregulares ao PT e às empresas de Marcos Valério. As operações seriam fachada para disfarçar desvio de dinheiro público para o esquema de compra de apoio político no Congresso. A defesa de Vinícius Samarane,  ex-diretor do banco e atual vice-presidente, e Ayanna Tenório, ex-vice-presidente, também devem sustentar que seus clientes não participaram das negociações de empréstimos ou seguiram orientações de superiores.

O último réu previsto é o ex-ministro de Comunicação Luiz Gushiken. De acordo com a acusação, ele teria autorizado um ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, a adiantar pagamentos da Visanet (fundo privado do qual o Banco do Brasil) para uma das empresas de Marcos Valério. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, no entanto, pediu sua absolvição por não haver elementos ou indícios que justificassem a condenação.

Transmissão. Além de assistir pela página da TV Estadão, o internauta pode conferir informações também pelo perfil do Twitter (@EstadaoPolitica) e do Facebook (facebook.com/politicaestadao). O portal conta com o apoio de especialistas da escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a Direito GV, que durante as sessões vão explicar a linguagem e argumentação jurídica usada pelos ministros e advogados durante as sessões.

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