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Um padrão caro e de qualidade duvidosa

A três meses da Copa do Mundo, diante da incapacidade administrativa desse governo petista de fazer e de cumprir o que propagandeia e promete, não teremos o que comemorar e do que usufruir com o evento que coloca o Brasil no foco do planeta. Oportunidade única jogada fora por incompetência e desvios; o custo da Copa beira os R$ 30 bilhões e quase nada foi feito além das 12 arenas construídas ou restauradas a custos astronômicos, algumas desnecessárias. Restarão sim, após a competição, dívidas a pagar. Foram caminhões de promessas desde que o então presidente Lula decidiu trazer a Copa para o Brasil, em 2007, como uma grande conquista que nos traria ganhos inestimáveis em educação, saúde, segurança, comunicações, turismo, infraestruturas…

Tomemos como exemplo, apenas, a questão dos nossos aeroportos, uma das exigências da FIFA, que seriam ampliados e modernizados dentro de um padrão internacional. A presidente Dilma, depois de empossada, alardeou que construiria ou reformaria mais de 400 aeroportos de médio e pequeno portes pelo país afora, com o seu PAC empacado, de olho nos palanques regionais.

Engodo. Vejamos o que aconteceu até agora no Nordeste, na Bahia. Em Fortaleza, providencia-se um ‘cacete armado’, de lona, já que as obras estruturais do aeroporto não andam. As reformas arrastadas do aeroporto internacional de Salvador foram suspensas antes do carnaval e só serão retomadas após a Copa. Ninguém entendeu a medida e o governador Jaques Wagner deu-se por satisfeito com a proposta do Planalto: “Não teremos o Padrão Fifa exigido, mas sim o Padrão Brasil”. O ‘Padrão Brasil’ vem a ser a ‘classificação’ que o governo Dilma adotou para as obras petistas, inacabadas e abandonadas, caras e de qualidade duvidosa. As obras em Salvador estão a cargo da Infraero também responsável pela recuperação e ampliação do aeroporto de Ilhéus, onde nada se fez.

Sob a responsabilidade do Governo do Estado estão os aeroportos de Vitória da Conquista e Barreiras, com orçamento definido, mas os serviços nem saíram do papel. As coisas acontecem apenas na propaganda, como a tal ponte Salvador-Itaparica, ou a esquecida piscina olímpica, o prometido ginásio de esportes de Cajazeiras que virou matagal, ou a interminável feira de São Joaquim. O governo Jaques Wagner continua é no anedotário nacional, com a atracação ao contrário do barco Maria Bethânia do sistema ferry-boat, na semana de carnaval; os carros tiveram de sair de ré. O caos no sistema é bem a cara desse des)governo, que anda de ré. Cito o fracasso da gestão de economia, o desmonte da Eletrobrás saqueada pelo petismo, a desestruturação do setor elétrico, incúrias. O Padrão Brasil que queremos não é o proposto pelo PT. Isso não é o padrão dos brasileiros. Que se vá o atraso, de vez, e a esperança do povo se manifeste nas urnas.

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