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Vila Formosa, Carrão e Aricanduva

Andrea Matarazzo

Estive recentemente na região da Vila Formosa, Carrão e Aricanduva e, por meio destes bairros, é perceptível o desenvolvimento da zona leste nos últimos anos. A Vila Formosa, que está mais a oeste da cidade, ao lado do Tatuapé, já apresenta bons indicadores sociais e, mesmo com a valorização crescente, o bairro é um dos mais arborizados da zona leste e não está dominado por altos edifícios.

Uma das curiosidades do bairro é que lá fica o maior cemitério de São Paulo, o da Vila Formosa, com quase 800 mil metros quadrados. Também fica no bairro, na Avenida Renata, o bonito Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração, conhecido pelo seu conjunto de 47 sinos de bronze – cada um corresponde a uma nota musical –, tocados apenas em ocasiões especiais.

Mais para o leste fica o Carrão, que guarda características de uma cidade do interior, onde os vizinhos se encontram nas praças e ruas do bairro. Por isso, atualmente, é um dos mais procurados para a construção de prédios residenciais. Há poucos dias, estive no Carrão, onde falei sobre imigração na Casa dos Açores de São Paulo. A comunidade açoriana realiza todos os anos, em junho, uma grande Festa do Divino Espírito Santo, que reúne cerca de 15 mil pessoas nas ruas do bairro.

Logo depois do Carrão, está o Aricanduva, onde os moradores ainda sofrem com as enchentes causadas pelo transbordamento do córrego Aricanduva – que, um dia, foi um rio onde era possível pescar, segundo os moradores mais antigos da região. Mas mesmo enfrentando algumas dificuldades, o bairro, que comemora em novembro 70 anos de existência, tem passado por mudanças positivas, atraindo moradores e expandindo a economia local. É lá que fica o maior complexo de compras da América Latina, o Centro Comercial Aricanduva, que inclui um grande shopping center.

É importante que o poder público esteja atento para prover infra-estrutura necessária, para acompanhar o desenvolvimento constante da zona leste, em especial destes bairros.

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