O Supremo Tribunal Federal (STF) conta com um voto não muito longo do relator Joaquim Barbosa para evitar que o colega Cezar Peluso se aposente compulsoriamente sem votar no julgamento da ação penal do mensalão.
A expectativa de alguns ministros é que o relator gaste a metade do tempo disponível para pronunciamento de seu voto –duas das quatro sessões reservadas a ele– para assegurar a presença de Peluso na fase de votação.
Além disso, existe também a possibilidade de o Supremo ganhar tempo na fase atual, de defesa dos advogados, já que alguns deles devem gastar menos do que uma hora para defender seus clientes.
Até o fim da semana, os ministros devem checar se a votação terá início no dia 15. Se houver novos atrasos, eles buscarão uma maioria entre os colegas a fim de alterar o calendário do julgamento para permitir a participação de Peluso, que será obrigado a se aposentar quando completar 70 anos em 3 de setembro.
O atraso no primeiro dia do julgamento levou vários ministros a defender reservadamente a convocação de sessões extras para inviabilizar a estratégia da defesa de tirar Peluso (tido como voto contra os réus) do julgamento.
Logo no início, uma questão de ordem do Márcio Thomaz Bastos atrasou o julgamento em um dia. Se Joaquim Barbosa cortar seu tempo pela metade, a expectativa de ministros é que Ricardo Lewandowski se sinta constrangido e também não use todo seu tempo.
Poderiam restar mais quatro sessões para os demais ministros votarem antes da aposentadoria do colega.