Mesmo com o mau humor do mercado em relação ao risco fiscal, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu ontem que o governo não vai cumprir o compromisso estabelecido por ele mesmo na lei orçamentária deste ano. “Certamente, não faremos o (superávit) primário cheio”, disse.
Segundo o ministro, a economia do País para pagar juros da dívida pública ficará entre R$ 96 bilhões e R$ 99 bilhões neste ano, a mais recente estimativa fornecida pela equipe econômica para o chamado superávit primário, considerado pelo mercado um termômetro da seriedade do governo com as contas públicas. Mantega citou a responsabilidade de prefeitos e governadores, que não entregarão sua parte no esforço fiscal.