O Bolsa Família se converteu numa espécie de unanimidade, dentro e fora do Brasil. Seja por seus resultados inegáveis no reforço da renda para os estratos mais pobres, seja por simples pragmatismo eleitoral, ninguém se arrisca a criticá-lo – nem seria o caso.
Mas isso não elimina a necessidade de perguntar-se sobre o que é possível fazer para transcender esse programa, cujo orçamento de R$ 24 bilhões (o equivalente a 0,46% do PIB) basta para pagamentos mensais médios de R$ 150 a quase 14 milhões de famílias.